Nanotecnologia pode ampliar aproveitamento de terras raras, aponta pesquisador durante fórum em Roraima
Professor Henrique Eise Toma da USP, é especialista em nanotecnologia (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV) O uso da nanotecnologia para compreender, extrair e separar elementos terras raras foi um dos principais temas apresentados pelo professor Henrique Eise Toma, da Universidade de São Paulo (USP), durante o 1º Fórum de Elementos Terras Raras, Minerais Estratégicos e Críticos em Roraima, realizado nesta sexta-feira (18), no Plenarinho da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR).
Especialista em nanotecnologia, Toma explicou ao público como o desenvolvimento de materiais em escala nanométrica passou a permitir a manipulação e a identificação de propriedades da matéria em níveis próximos à escala atômica.
Segundo ele, essa área da ciência já está presente em diferentes tecnologias utilizadas no cotidiano, como televisores, sensores, baterias, equipamentos médicos e sistemas de comunicação.
Durante a palestra, o pesquisador apresentou três tipos de nanopartículas estudadas em seu laboratório: as chamadas partículas plasmônicas, os pontos quânticos e as partículas superparamagnéticas.
De acordo com Toma, esses materiais podem apresentar propriedades ópticas, magnéticas e químicas específicas, permitindo aplicações que vão do diagnóstico médico à identificação de fraturas em materiais e à separação de elementos químicos.
Foi justamente a propriedade magnética dessas nanopartículas que levou o pesquisador a desenvolver estudos voltados à separação de terras raras.
“Essas partículas são inteligentes porque reconhecem as terras raras, vão até lá e sabem quando é hora de soltar”, explicou durante a apresentação.
A tecnologia apresentada utiliza partículas magnéticas submetidas a tratamentos químicos capazes de fazê-las interagir seletivamente com determinados elementos.
Depois da captura, alterações controladas na acidez da solução podem fazer com que os elementos sejam liberados, permitindo, segundo o pesquisador, o reaproveitamento das partículas em novos ciclos.
Pesquisa chegou às argilas de Roraima Henrique durantre em entrevista à FolhaBV (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV) Toma relatou que o contato com as argilas do Complexo Barreira, no sul de Roraima, surgiu justamente durante a busca por amostras reais para testar a tecnologia desenvolvida em seu laboratório.
Segundo ele, após procurar empresas que atuavam no setor mineral em busca de materiais para pesquisa, recebeu uma resposta de pesquisadores envolvidos com o Complexo Barreira.
A partir daí, aproximadamente 100 quilos de argila foram encaminhados para os estudos.
“Eu comecei a fazer experimentos e vi que tinha terra rara de verdade, que dava para extrair terra rara e que a minha tecnologia serve para terra rara”, afirmou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.