Investigador da PC é preso suspeito de participar de roubos que causaram prejuízo de R$ 23 mi
Um investigador da Polícia Civil de Roraima, a cunhada dele e outras duas pessoas foram presas nesta sexta-feira (21), suspeitas de envolvimento em uma série de roubos que teriam causado prejuízo superior a R$ 23 milhões. As prisões ocorreram em Boa Vista (RR) e Florianópolis (SC).
Entre os presos está o investigador Marcelo Henrique Sobral, de 51 anos, apontado pela investigação como participante de pelo menos dois roubos ocorridos em Boa Vista, nos meses de janeiro e março de 2026.
Em uma das ações, os criminosos teriam invadido uma residência e levado aproximadamente 30 quilos de ouro e R$ 800 mil em dinheiro.
Segundo a investigação, uma viatura da Polícia Civil de Roraima teria sido utilizada durante os crimes. Os investigadores identificaram que o veículo era usado por Marcelo e, a partir disso, reuniram elementos que apontam para a participação dele nos assaltos.
Também foram presos a cunhada do investigador, de 41 anos, e dois homens, de 35 e 33 anos. O suspeito de 33 anos foi localizado em Florianópolis e é apontado como operador financeiro do grupo.
Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, com apreensão de celulares, computadores e um veículo de luxo.
A investigação começou em janeiro deste ano, após uma denúncia de roubo recebida pela Corregedoria-Geral de Polícia (Corregepol). Durante as diligências, os policiais identificaram indícios da participação de integrantes da própria corporação.
Marcelo também foi preso em flagrante por fraude processual durante o cumprimento de um dos mandados. Segundo a Polícia Civil, ele teria danificado o próprio celular na tentativa de impedir a coleta de informações. A Corregepol arbitrou fiança, mas o valor não foi pago.
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 12 milhões em bens e valores dos investigados. A medida tem como objetivo preservar patrimônio que possa estar relacionado aos crimes.
A operação foi realizada pela Polícia Civil de Roraima, por meio da Corregepol e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), com participação do Gaeco do Ministério Público e do órgão responsável pelo controle externo da atividade policial.
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