Lula começa campanha em tom nostálgico e cobra comparações com governo Bolsonaro
O presidente Lula lançou neste domingo (16), em São Bernardo do Campo (SP), sua campanha à reeleição.
Em discurso, resgatou a trajetória sindical e as realizações de governos passados para mobilizar a militância.
No ato que tinha o mote “Brasil pronto para mais”, Lula contou histórias do tempo de líder operário e citou obras de gestões anteriores, como a transposição do rio São Francisco e a construção de universidades e institutos federais.
Candidatos a presidente começam campanhas em redutos eleitorais Em discurso de 35 minutos, prometeu criar um ministério da Segurança Pública e garantir a exploração dos minerais estratégicos utilizados em equipamentos de alta tecnologia em benefício da população brasileira.
O palco do evento foi o estádio da Vila Euclides, que sediou assembleias dos metalúrgicos do ABC Paulista no fim da ditadura militar, nos anos 1970.
Ao falar, Lula lembrou detalhes da mobilização da época, e se emocionou ao citar a mãe, dona Lindu, que morreu quando ele estava preso, em 1980.
Lula prometeu apresentar em até 15 dias o plano de governo e cobrou que a militância saiba de cor a comparação de números com o governo Bolsonaro.
“Vocês têm que estar preparados para saber algumas coisas”, disse, logo antes de citar números na educação, no emprego, na inflação e medidas específicas como o fim do Imposto de Renda sobre salários de até R$ 5.000.
Em aceno ao eleitorado feminino, Lula falou em acabar com a violência de gênero.
“Mulheres desse país, não baixem a cabeça nunca, porque nós homens precisamos aprender a respeitar vocês como companheiras, não como serviçais.” O ato teve a presença do pastor evangélico Kleber Lucas cantando ao lado da primeira-dama Janja da Silva, e Lula citou a palavra “Deus” pelo menos 11 vezes.
“Sou muito agradecido porque Deus sempre foi muito generoso comigo.
Deus fez vocês e vocês fizeram Lula ser o que ele é.
Então obrigado a vocês pela consciência de apostar que um igual de vocês poderia fazer por vocês”, afirmou.
O presidente ainda trouxe à tona um ressentimento com o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal).
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