Explosão no norte de Israel deixa um morto e mais de 20 feridos em excursão de estudantes
Um jovem morreu, nesta segunda-feira, 12, em uma explosão que deixou mais de 20 feridos durante uma viagem escolar no norte de Israel , perto da fronteira com o Líbano , informou o ministro da Defesa do país, Israel Katz .
Uma munição não detonada explodiu no trajeto que fazia um grupo de estudantes e professores de um instituto religioso, que fez uma visita perto de Neot Mordechai.
No total, 24 pessoas ficaram feridas, entre elas dois adolescentes de 14 anos, que sofreram lesões “graves” por estilhaços em todo o corpo, de acordo com a organização Magen David Adom (MDA), equivalente israelense à Cruz Vermelha.
“Compartilho a profunda dor da família do jovem que perdeu a vida na explosão ocorrida durante a excursão perto da fronteira norte, e desejo uma recuperação pronta e completa a todos os feridos”, publicou Katz no X, acrescentando que o incidente estava sendo investigado.
Na mesma rede social, o ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, informou que o adolescente falecido tinha 15 anos e lamentou uma “tragédia terrível”.
Continua após a publicidade “Todos procuraram ajudar seus amigos tanto quanto pudessem.
Alguns chegaram até a colocar torniquetes para estancar a hemorragia”, declarou em comunicado David Radko, funcionário do MDA.
Conflito na fronteira Segundo o comandante-em-chefe da polícia, Danny Levy, a explosão foi provocada por “um artefato não detonado do Hezbollah”, referindo-se à poderosa milícia libanesa apoiada pelo Irã, e acrescentou haver “ 90% de probabilidade de que se trate de uma bomba de fragmentação”.
Tais dispositivos lançam bolsas com pequenas cargas explosivas sobre uma vasta área.
Além de terem um raio de ação amplificado, parte da carga não explode com o impacto e, consequentemente, podem causar vítimas no longo prazo (motivo pelo qual são proibidas por mais de uma centena de países signatários de uma convenção internacional em 2008).
Continua após a publicidade O norte de Israel é alvo, desde o início da guerra em Gaza, em 2023, e também ao longo da guerra contra o Irã, de disparos de foguetes, mísseis e drones do Hezbollah.
O Exército israelense, por sua vez, invadiu e ocupou o sul do Líbano, considerado reduto da facção xiita, e tem expandido seu controle do território.
Desde o começo da mais recente rodada de combates, em 2 de março deste ano, mais de 4.300 libaneses morreram e 12 mil ficaram feridos, incluindo centenas de mulheres e crianças, segundo o escritório das Nações Unidas para os direitos humanos (OHCHR).
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.