Partido de Putin lidera eleição parlamentar na Rússia
O partido governista Rússia Unida caminhava neste domingo (20) para uma vitória folgada nas eleições parlamentares da Rússia, com 57,5% dos votos após quase 14% das urnas terem sido contabilizadas, segundo a Comissão Eleitoral Central.
O presidente Vladimir Putin apresentou a eleição como um teste de apoio à guerra na Ucrânia.
Críticos afirmam que o sistema político russo, fortemente controlado, não tolera dissidências.
O Kremlin, por sua vez, afirma que a unidade nacional e algum nível de censura são necessários durante o que chama de “operação militar especial” na Ucrânia.
Pesquisas de boca de urna exibidas pela emissora estatal Channel One indicavam uma vantagem menor para o Rússia Unida, com pouco mais de 49% dos votos.
As pesquisas de boca de urna da eleição parlamentar russa são exibidas na TV russa. • via REUTERS Segundo a pesquisa, o Partido Comunista aparecia em segundo lugar, com pouco mais de 14%, seguido pelo Partido Liberal Democrata da Rússia (LDPR), com 10,7%; pelo Novos Povos, com 9,7%; e pelo Rússia Justa, com 6,6%.
Resultados mais completos são esperados para esta segunda-feira (21).
Primeiras eleições após início da guerra As eleições parlamentares, que o presidente Vladimir Putin classificou como um teste de apoio à guerra da Rússia na Ucrânia, entraram em seu terceiro e último dia neste domingo (20), com a expectativa de que o partido governista Rússia Unida mantenha sua dominância em um sistema político que, segundo críticos, não tolera dissidência.
A votação na Duma Estatal, a primeira desde que a Rússia iniciou sua guerra em grande escala na Ucrânia em fevereiro de 2022, será apresentada pelo Kremlin como prova do apoio público às políticas de Putin e à guerra, o conflito mais mortal da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que já dura cinco anos e não dá sinais de terminar em breve.
A maioria dos candidatos pacifistas foi impedida de concorrer .
Aqueles que se candidataram pelo partido liberal Yabloko, que obteve índices de aprovação de um dígito nos últimos anos, mas esperava capitalizar o cansaço da guerra, disseram temer por sua liberdade depois que os tribunais condenaram duas figuras importantes do partido a longas penas de prisão antes da votação por comentários sobre o conflito considerados ilegais pelas autoridades.
Leia Mais Jornalista e candidata às eleições regionais no Peru é assassinada Novo ataque dos EUA contra embarcação deixa quatro mortos no Caribe Irã pede o fim do uso da guerra como instrumento das relações globais Desacreditar o exército ou divulgar o que as autoridades consideram notícias falsas é passível de longas penas de prisão na Rússia.
O Kremlin afirma que a unidade nacional e alguma censura são necessárias durante o que chama de operação militar especial na Ucrânia.
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