10 artistas que merecem sua atenção no Festival No Ar Coquetel Molotov
Há 23 anos, o Festival No Ar Coquetel Molotov cumpre um papel que poucos festivais brasileiros conseguem manter por tanto tempo: apresentar ao público artistas que ainda não chegaram ao grande público, mas cujo trabalho consistente merece atenção antes que se tornem inevitáveis.
A fórmula nunca se resumiu às atrações principais.
“Sempre acreditei que uma das principais funções de um festival deveria ser fazer o público sair de lá apaixonado por um artista que ainda não conhecia”, diz Ana Garcia , diretora do Coquetel Molotov.
“Alguns cresceram tanto que hoje a gente nem consegue mais contratá-los”.
A edição deste ano, marcada para sábado, 28 de novembro, em Recife, reúne artistas que transitam entre psicodelia, música eletrônica, rap, coco de roda, brega funk e rock experimental.
A programação contempla tanto projetos com décadas de estrada quanto revelações que ainda estão preparando seus primeiros álbuns.
Para Garcia , é essa convivência entre gerações e linguagens que define a identidade do festival.
“Quando reunimos na mesma programação artistas de diferentes gerações, territórios e linguagens, criamos oportunidades para que essas cenas se encontrem e alcancem novos públicos”.
View this post on Instagram A post shared by No Ar Coquetel Molotov (@noarcm) Para ajudar o público a explorar a programação, a Rolling Stone Brasil selecionou 10 nomes que merecem atenção especial.
Africanoise Renato Junior transformou o Africanoise em um laboratório no qual batidas eletrônicas, ritmos orgânicos e referências ao candomblé coexistem sem que um elemento se sobreponha aos demais.
Com sintetizadores analógicos, modulações e frequências graves, o projeto constrói uma sonoridade que aproxima ancestralidade e afrofuturismo.
O álbum Cabaça (2025) venceu o Prêmio da Música Brasileira na categoria Melhor Lançamento Eletrônico e consolidou o Africanoise entre os projetos de destaque da música eletrônica experimental brasileira.
Renato também integra o coletivo PORÃX , dedicado a experimentações audiovisuais.
Anti Ribeiro Natural de Sergipe e há mais de uma década na música eletrônica, Anti Ribeiro é DJ e artista sonora e plástica, com uma trajetória que vai além das pistas.
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