Como Amy Winehouse promoveu uma revolução em ‘Back to Black’
Amy Winehouse era vista por todos à sua volta, ao mesmo tempo, como uma das maiores promessas da música no Reino Unido e como um caso perdido.
Tinha um talento gigantesco, simbolizado na sua voz singular, além de uma habilidade lírica de sintetizar os sentimentos mais complexos da natureza humana em mensagens simples de compreender.
Enfrentava, também, problemas sérios com bebida e drogas, a ponto de colocar tudo a perder antes mesmo de estourar.
Por um tempo, o talento falou mais alto.
O segundo álbum de estúdio de Amy, Back to Black (2006), se tornou um mega sucesso, com mais de 20 milhões de cópias vendidas pelo mundo.
Cinco anos depois, ela se foi.
Sem conseguir dar ao mundo um disco sucessor, acabou consumida por um coquetel de seus demônios e a perseguição incessante da mídia.
Restou ao mundo apenas Back to Black , que se tornou um clássico contemporâneo.
Entretanto, esse status vai além da narrativa em torno dele e merece ser analisado mais a fundo.
Origens do álbum O álbum de estreia de Amy Winehouse, Frank (2003), apontava certas tendências da artista.
O disco, produzido por Salaam Remi , era bastante influenciado por jazz e continha muito da verve lírica da cantora, que compôs a maioria das músicas, inspirada por um relacionamento no seu fim.
Entretanto, o timing do lançamento não foi ideal.
O mundo estava no final da onda pop de Britney Spears , Christina Aguilera e afins, então não havia espaço para Amy nessa vereda, tampouco entre cantoras mais “sérias”, tal qual Alicia Keys ou Macy Gray , devido ao fato de ela não ser tão polida.
Winehouse falava palavrão e fazia piadas nas suas letras.
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