Palmeiras aposta na ruindade da LDU, passa sufoco desnecessário, mas avança
O Palmeiras apostou na ruindade da LDU para avançar à semifinal da Libertadores e quase se deu mal. O time entregou a bola para o rival, mas tomou dois gols aos 90 e aos 93 minutos do 2º tempo e só passou por conta de duas defesas de Carlos Miguel nas cobranças de pênaltis.
Abel Ferreira tem muito a explicar: não só por ter sido expulso de novo, mas pela sua conduta na reta final do jogo. Por que demorar tanto para mexer? Como um time com três zagueiros e três meio-campistas toma três gols em bolas aéreas? Como pode tomar dois gols nas quartas de final da competição onde ele se consagrou? E não se pode culpar a altitude...
Dúvidas à parte, o Verdão chegou na 13ª semifinal de Libertadores da sua história com uma estratégia de deixar o torcedor com aflição os 90 minutos: entregou a bola para o adversário e teve sucesso nisso em quase todo o jogo.
Até os 90 minutos, quando vencia por 2 a 1, o Palmeiras quase não teve a posse de bola, mas também aproveitou o baixo nível técnico da LDU para nem ser ameaçado. Carlos Miguel praticamente não trabalhou até então.
No contra-ataque, conseguiu um pênalti convertido por Vitor Roque para ficar em vantagem. Quando era hora de segurar a vantagem, mostrar que o jogo tinha acabado, acabar com o cronômetro fazendo substituições e renovar o gás do time, o Palmeiras tomou a virada em três minutos e quase viu a noite mágica ser vingada pelo mesmo adversário.
A sorte de Abel e de seus auxiliares era que a noite foi de Carlos Miguel, que defendeu dois pênaltis e salvou a pele de Lucas Evangelista, que tinha perdido a sua batida.
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