Sete pessoas são presas por envolvimento na morte de jovem que foi esquartejado e carbonizado
Corpo foi encontrado no final de julho (Foto: Wenderson Cabral/FolhaBV) A morte de um jovem, marcada por extrema violência — com esquartejamento e posterior carbonização do corpo — revelou a atuação organizada de um grupo criminoso que, segundo a Polícia Civil de Roraima , realizou uma espécie de “tribunal do crime” antes da execução.
O caso, inicialmente noticiado pela FolhaBV em julho , ganhou novos desdobramentos com a deflagração de uma operação que já resultou na prisão de sete pessoas ligadas diretamente ao crime.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Geral de Homicídios (DGH), o crime teve início no dia 30 de julho de 2026, quando integrantes do grupo se reuniram — inclusive por videochamada com participantes de fora do estado — para decidir o destino da vítima.
A reunião ocorreu em um espaço público e culminou no chamado “decreto de morte”.
Após a decisão, a vítima foi sequestrada e levada até uma residência no bairro São Bento, onde ocorreu o homicídio com requintes de crueldade.
Segundo a polícia, o corpo foi esquartejado e, em seguida, queimado com o objetivo de ocultar provas e dificultar a identificação.
As apurações indicam que a motivação está relacionada a disputas entre facções criminosas e a uma suposta mudança de comportamento da vítima, que teria passado a colaborar com um grupo rival.
Autoria do crime Os autores, segundo a Polícia Civil, agiram de forma coordenada e com divisão de tarefas, o que reforça a tese de organização criminosa estruturada.
Com o avanço da operação, sete investigados já foram presos, enquanto outros seguem sendo procurados.
Um dos suspeitos foi detido ainda no dia 31 de julho, após denúncia anônima.
Ele foi encontrado em uma residência com vestígios de sangue e objetos que indicavam a prática de violência extrema.
O imóvel apresentava sinais de limpeza recente, indicando tentativa de eliminação de provas.
A perícia criminal recolheu materiais genéticos e fragmentos que auxiliaram na identificação da vítima, incluindo restos de documentos parcialmente queimados encontrados no local.
Declarações das autoridades Delegados durante coletiva de imprensa (Foto: Wenderson Cabral/FolhaBV) A delegada Mirian Di Manso, destacou o avanço das investigações: “Houve investimento em investigação qualificada e reorganização interna, o que permitiu resultados mais rápidos e eficazes.” A delegada-geral da Polícia Civil, Simone Arruda, ressaltou a integração das forças de segurança: “Os resultados são fruto de um trabalho técnico e integrado, com uso de inteligência e cooperação entre instituições.” O titular da Delegacia Geral de Homicídios, João Evangelista, detalhou: “Trata-se de um grupo que não demonstra qualquer valor pela vida.
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