Advogado que agrediu filha em elevador tem prisão convertida em preventiva
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Justiça de São Paulo converteu a prisão em flagrante do advogado de 44 anos gravado espancando a própria filha, de 6, dentro de um elevador em preventiva.
Decisão foi tomada em audiência de custódia na tarde de hoje. O homem tinha sido preso em flagrante ontem por maus-tratos, segundo a Polícia Civil de São Paulo.
A agressão foi gravada pelas câmeras de segurança do elevador de um prédio no bairro da Vila Siqueira. As imagens mostram o homem puxando o cabelo da menina e a sacudindo, enquanto a criança fica sem reação.
O nome do homem preso não vai ser divulgado para a preservação da identidade da criança agredida. O UOL tenta contato com a defesa do advogado e o espaço será atualizado se houver posicionamento.
A garota foi agredida por mais de 30 segundos, até o elevador chegar ao andar no qual eles moram. Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo UOL mostram que um funcionário do prédio testemunhou o início da agressão, antes da porta do elevador se fechar.
Testemunhas chamaram a Polícia Militar, que encontrou a criança e a mãe dela abrigadas no apartamento da síndica do condomínio. Aos policiais, a mulher contou que tinha acabado de chegar do trabalho quando ouviu, ainda da porta do elevador, o marido gritando com a filha dentro de casa. Ela disse que também foi agredida pelo advogado ao tentar intervir.
O homem se trancou dentro de um dos quartos do apartamento e se recusou a abrir a porta para os policiais, que arrombaram o local. As negociações para a saída dele do local duraram duas horas, segundo a PM.
O advogado foi atendido pelos bombeiros e encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher, na zona norte de São Paulo. Ele foi preso em flagrante por maus tratos. O caso está a cargo da 4ª Delegacia de Defesa da Mulher.
Na delegacia, ele reconheceu que "pode ter sido um pouco ríspido" com a filha, conforme o boletim de ocorrência. O homem tentou justificar a agressão afirmando que "ficou desesperado" porque não conseguia encontrar a menina dentro do condomínio. A criança tinha saído do apartamento horas antes para encontrar uma colega que mora no mesmo prédio.
O suspeito também disse que tinha bebido e não se lembrava totalmente do que aconteceu. Ele afirmou, ainda, ter "95% de certeza" de que não tinha encostado na esposa durante a discussão dentro do apartamento.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — Lei nº 8.069/1990 — estabelece a proteção integral e os direitos fundamentais de crianças e adolescentes.
A violação de direitos ocorre quando crianças ou adolescentes são colocados em situação de risco, incluindo:
Denúncias podem ser feitas aos Conselhos Tutelares, órgãos municipais responsáveis por zelar pelos direitos da infância e adolescência.
Em situações urgentes, também é possível acionar o Disque 100 ou a Polícia Militar (190).
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