Irã responde aos ataques dos EUA com ofensiva contra bases americanas
O Irã intensificou os ataques de retaliação contra alvos americanos no Golfo e no Oriente Médio nesta quarta-feira (2) , em resposta a uma nova campanha de bombardeios dos Estados Unidos e à morte de quatro pessoas em um casamento.
A Guarda Revolucionária anunciou ataques contra bases americanas na Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein e na região autônoma curda do Iraque.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia advertido na terça-feira sobre ações “com muito mais força e intensidade” caso o Irã respondesse à ofensiva americana, que, segundo o Exército iraniano e a imprensa estatal, provocou 18 mortes .
Desde o início do conflito, o Irã utiliza como instrumento de pressão seu controle sobre o Estreito de Ormuz , onde a atividade comercial, exceto em momentos pontuais, permanece em níveis mínimos.
Antes da guerra, 20% do consumo mundial de petróleo e gás natural liquefeito trafegavam por esta via marítima.
A Guarda Revolucionária também afirmou que dois petroleiros sofreram incêndios após colisões com minas no Golfo, quando transitavam fora da rota designada pelas autoridades iranianas. ‘Mata como Satã’ Segundo o Crescente Vermelho iraniano, um ataque americano contra um casamento no sul do Irã deixou quatro mortos na terça-feira, incluindo uma criança, e mais de 50 feridos .
Um vídeo divulgado por uma conta do governo iraniano nas redes sociais mostra escombros e danos no local do casamento em Sirik, enquanto gritos podem ser ouvidos ao fundo .
O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, chamou os Estados Unidos de “Satã”.
“Escola de Minab: crianças massacradas.
Ginásio de Lamerd: crianças assassinadas.
Casamento em Kuhestak: crianças assassinadas ao lado de suas famílias.
Se uma potência atua como Satã, escolhe alvos como Satã e mata como Satã, é Satã”, afirmou Ghalibaf em uma publicação na rede social X, retomando a palavra usada regularmente contra Washington desde a Revolução Islâmica de 1979.
O Exército não se pronunciou , mas, segundo o porta-voz do Comando Central (CENTCOM), Tim Hawkins, “as Forças Armadas dos Estados Unidos nunca atacam civis, ao contrário da Guarda Revolucionária” iraniana.
Ataques ‘contundentes’ Os combates recomeçaram no domingo , quando Washington atacou alvos iranianos, nas primeiras ações do tipo conhecidas em várias semanas.
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