Café recua 1,46% em Nova York com pressão de oferta global
Os preços futuros do café encerraram o pregão desta segunda-feira (21) em queda na Bolsa de Nova York, atingindo o menor nível em três meses.
O contrato para entrega em dezembro recuou 1,46% e fechou negociado a US$ 2,76 por libra-peso.
Segundo o Barchart, as cotações estão sob pressão há cerca de três semanas diante da perspectiva de aumento da oferta mundial.
Em 10 de setembro, a OIC (Organização Internacional do Café) projetou uma safra recorde em 2025/26, com produção global de 183,6 milhões de sacas, alta de 4,4% em relação ao ciclo anterior.
Ao mesmo tempo, o consumo global foi estimado em 180,6 milhões de sacas, queda de 0,9% na comparação anual.
Com isso, a OIC prevê um excedente de 3 milhões de sacas no mercado mundial, o primeiro superávit em cinco anos.
Leia Mais Açúcar registra alta na bolsa de NY com perspectiva de oferta restrita Açúcar fecha em alta de 2,44% em NY com preocupação sobre oferta global Café recua quase 2% em Nova York com avanço da colheita no Brasil As condições climáticas favoráveis nos principais países produtores também contribuem para pressionar os preços.
No Brasil, as chuvas acima da média durante a fase de floração podem beneficiar a próxima safra.
Segundo a Somar Meteorologia, Minas Gerais recebeu 33,4 milímetros de chuva na semana encerrada em 20 de setembro, equivalente a 242% da média histórica para o período.
No Vietnã, as chuvas também melhoraram a umidade do solo e devem favorecer o desenvolvimento dos frutos nas terras altas centrais do país, principal região produtora de café.
O cenário reforça as expectativas de oferta e mantém o mercado pressionado.
Açúcar Os preços futuros do açúcar encerraram o dia com avanços na Bolsa de Nova York, após chegarem a operar nas mínimas de três semanas e meia.
O contrato para entrega em março avançou 0,82% e fechou negociado a 18,39 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo o Barchart, a recuperação das cotações foi influenciada pelo fechamento de posições vendidas no mercado futuro, em um movimento associado também à valorização do real brasileiro frente ao dólar.
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