Trump ordena suspensão das negociações com Irã; Teerã nega diálogo direto
O presidente dos EUA, Donald Trump, instruiu sua equipe de negociação a suspender o contato com o Irã, informou uma autoridade americana na terça-feira (18), enquanto Teerã negava qualquer diálogo direto com Washington.
A autoridade americana afirmou que Trump expressou frustração com a relutância do Irã em atender às suas exigências e disse que retomaria o contato apenas se os líderes iranianos demonstrassem uma nova disposição para chegar ao acordo que ele busca.
A equipe de negociação inclui o vice-presidente americano, JD Vance, o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner.
A instrução veio após o que a autoridade descreveu como algumas “discussões positivas” com o Irã .
Leia mais Otan diz estar pronta para enfrentar ameaças do Irã; entenda Entenda por que EUA deixam Ásia "desfalcada" ao deslocar porta-aviões Iraque pede “status especial” ao Irã para seu petróleo passar por Ormuz A medida ocorre em meio a um impasse nos esforços para retomar o diálogo e a um ceticismo crescente, com Trump sinalizando que está preparado para recuar do confronto.
Na terça-feira, Trump publicou na rede social Truth Social que “não há negociações ou conversas em andamento, ou agendadas, com o Irã”.
Suas declarações ocorreram depois de ele ter dito repetidamente que os Estados Unidos estavam negociando com o Irã — algo que foi negado por autoridades iranianas.
Uma fonte a par do assunto disse que a Casa Branca estava mudando sua estratégia para “estrangular” o Irã ao longo do tempo, em vez de realizar novos ataques.
Do lado iraniano, uma fonte próxima às negociações afirmou que não houve conversas diretas com os Estados Unidos desde que Washington violou um memorando de entendimento bilateral, firmado em 18 de junho, para encerrar o conflito na região em todas as frentes, incluindo o Líbano.
A fonte acrescentou que as conversas do Irã com Omã sobre o Estreito de Ormuz não tinham relação com os Estados Unidos.
Os Estados Unidos e o Irã permanecem em desacordo sobre o Estreito de Ormuz e os termos para encerrar o conflito, com o futuro das negociações incerto após o término, na segunda-feira (17), do período de negociação de 60 dias estabelecido pelo memorando.
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