Intervenção no Corinthians depende de provas e pode afetar eleições
Os promotores de Justiça Luiz Ambra e André Pascoal disseram que a apuração sobre uma possível intervenção judicial no Corinthians está no início, corre com cautela técnica e não tem prazo definido, enquanto a torcida organizada Gaviões da Fiel afirma manter mobilização e expectativa por mudanças no clube.
Ambra afirmou que a manifestação de torcedores não alterou o ritmo do trabalho e defendeu a transparência como parte da relação do Ministério Público com a sociedade. Ele disse que o órgão recebe cidadãos para ouvir demandas e explicou que o conteúdo da apuração não pode ser divulgado antes da conclusão.
Acredito que o efeito prático para a investigação não interferiu na nossa investigação, não tem como nos apressar, mas eu acho que a transparência é importante num caso como esse. Nós sabemos da aflição da torcida por toda essa situação que está acontecendo e é importante ter essa conversa com a promotoria, que nós estamos abertos a todos os cidadãos que aqui vêm para trazer as suas demandas.
Não é possível no presente momento a gente reportar o que nós temos de apuração. Se já tivesse concluído, certamente nós já teríamos nos manifestado, fosse para um lado, fosse para o outro. Luiz Ambra, promotor de Justiça do Patrimônio Público e Social
Questionado sobre a possibilidade de a apuração ter impacto no calendário eleitoral do clube, Ambra disse que o trabalho não tem caráter político e que uma eventual medida judicial depende do que for apurado. Ele também afirmou que não há certeza sobre a apresentação de ação nem sobre o momento em que qualquer providência poderia ocorrer.
Não há possibilidade da gente fazer qualquer juízo de valor com relação a essa situação. A nossa atuação não tem o menor caráter político. A gente vai ter uma atuação absolutamente técnica e, se eventualmente essa apuração, que é complexa, for concluída antes, é possível.
Caso entendamos que é caso de uma ação judicial para a intervenção judicial, pode ser antes, mas não há nem a certeza de que haverá essa ação, isso depende de toda a nossa apuração e também não há certeza quanto ao momento. Luiz Ambra, promotor de Justiça do Patrimônio Público e Social
Pascoal disse que o inquérito civil teve um período de suspensão no Conselho Superior do Ministério Público, para reapreciação sobre a continuidade das investigações, e que houve aval para a retomada. Ele afirmou que a equipe está colhendo provas para instruir o procedimento no menor tempo possível.
Esse inquérito civil ficou suspenso um período no Conselho Superior do Ministério Público para reapreciação sobre a continuidade das investigações. E houve o aval por parte do Conselho Superior do Ministério Público, então, efetivamente, a gente está no início de investigação ainda.
Estamos colhendo bastante provas e estamos nos empenhando bastante para instruir o mais rápido possível esse inquérito. André Pascoal, promotor de Justiça
Ambra disse que a mobilização de torcedores funciona como um indicador do impacto social do caso, mas separou esse aspecto do debate sobre provas e sobre a eventual justificativa para uma intervenção.
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