A indústria que começa a lucrar com a quebradeira das empresas brasileiras
A quebradeira das empresas brasileiras está começando a produzir resultados expressivos para uma indústria que ganha dinheiro justamente quando os negócios vão mal.
São os fundos especializados em comprar dívidas de companhias em dificuldades, muitas vezes por uma pequena fração do valor original, para tentar recuperar os recursos posteriormente.
Um dos sinais mais recentes veio da Polo Capital.
Nesta quarta-feira, 28, a gestora informou que a reavaliação de um crédito do Polo Recuperação de Crédito III provocou um impacto positivo estimado em 592,6% do patrimônio líquido do fundo.
O comunicado não identificou a empresa devedora nem revelou o valor atualizado do ativo.
O movimento não é isolado.
A Axios Capital, gestora especializada em créditos inadimplidos e disputas judiciais, informa que os seis casos integralmente encerrados de sua carteira proporcionaram um retorno médio de 1,62 vez o capital investido.
Até junho, a companhia havia recuperado 30,6% do capital total alocado e a cota sênior do FIDC Axios NPL acumulava valorização de 45,31%.
Outro exemplo é a Root Capital, cujo fundo Special Situations III registrava rentabilidade de 17,16% em 2026, até outubro.
Os números refletem períodos e estratégias diferentes, mas ajudam a dimensionar os ganhos que começam a aparecer nesse segmento.
A Möbius Capital também está entre as gestoras que vêm aproveitando oportunidades em operações de crédito estruturado e situações especiais.
Seu fundo Total Return I acumulou valorização de aproximadamente 101% em trinta meses, segundo informações divulgadas pela companhia em maio.
A estratégia inclui, além de créditos problemáticos, outros investimentos alternativos.
A gestora também informou que, nas operações envolvendo direitos judiciais, já havia devolvido aos investidores o equivalente a 42% do capital aplicado em menos de quatro anos.
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