MPT processa Meta em R$ 50 milhões e exige remoção de posts de assédio eleitoral
A onda de ameaças contra trabalhadores após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva chegou à Justiça.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou nesta quinta-feira, 29, uma ação contra a Meta, proprietária do Instagram, Facebook e Threads, e cobra R$ 50 milhões por danos morais coletivos.
Continua após a publicidade O órgão acusa a companhia de permitir a circulação de mensagens que incentivam empresários a identificar, constranger e dispensar funcionários por suas escolhas nas urnas.
Continua após a publicidade O processo busca uma resposta que vai além da exclusão de publicações específicas.
Continua após a publicidade Os procuradores querem obrigar a empresa a modificar suas políticas de moderação, punir contas reincidentes e impedir que seus sistemas de recomendação favoreçam a disseminação de campanhas de perseguição política.
A iniciativa ocorre quatro dias depois do segundo turno presidencial, realizado em 25 de outubro.
Continua após a publicidade Desde então, publicações dirigidas a empregadores passaram a recomendar consultas às redes sociais dos funcionários para descobrir seus votos.
Continua após a publicidade Parte das mensagens defende a demissão de trabalhadores que apoiaram Lula.
Outras expõem pessoas publicamente ou comemoram supostas dispensas por razões partidárias.
O alcance dessas manifestações é um dos argumentos apresentados pelo MPT.
Segundo o órgão, apenas quatro publicações de uma conta verificada, com 3,8 milhões de seguidores, acumularam mais de 2 milhões de curtidas.
Denúncias de assédio eleitoral disparam após segundo turno A reação ao resultado das eleições provocou uma concentração de denúncias em poucos dias.
Das 3.396 queixas registradas pelo MPT durante o processo eleitoral de 2026, 1.459 chegaram entre a meia-noite de 26 de outubro e o meio-dia desta quinta-feira.
Os números mostram a dimensão das acusações, mas não representam necessariamente 3.396 episódios comprovados.
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