Em áudio, Daniel Vorcaro descreve reação de investigador da PGR ao ouvir sobre Lula
Na edição que está nas bancas , VEJA revela áudios e documentos em que Daniel Vorcaro relata ter dado 30 milhões de reais em dinheiro vivo para um filme sobre Lula e também repassado quantias para o Instituto Lula.
A gravação do banqueiro e o relato levado por defensores dele até a PGR, provocaram forte comoção no meio político e diferentes reações dos interlocutores envolvidos na investigação.
VEJA revela agora um outro trecho da gravação em que Vorcaro relata ao interlocutor a reação de “Ubiratan”, o auxiliar de Paulo Gonet na PGR, quando as acusações contra Lula foram apresentadas pelo advogado do banqueiro numa reunião na Procuradoria.
Ouça: https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-09-at-16.02.59.mp4 “Quando coloquei o Okamotto pra cá (na proposta de delação), na primeira vez que levei (por meio dos advogados) na PGR, ele (Ubiratan, braço-direito de Paulo Gonet) falou: ‘pelo amor de Deus, cê não tem nada disso aqui não’.
Isso aqui é só… E aí eles usavam o argumento que é o seguinte: ‘isso aqui foi em dinheiro, não consegue provar você tira tudo.’ Eles já saíram na largada assim”, diz Vorcaro.
Continua após a publicidade O nome de Ubiratan é citado ao final dessa gravação, mas o trecho foi cortado por VEJA para preservar a identidade do interlocutor do banqueiro que cita o investigador.
A PGR, por meio de nota, disse que “as tratativas de colaboração premiada envolvendo Daniel Vorcaro foram sempre mediadas por advogados contratados pelo investigado” e que “todas as propostas formalizadas pela defesa foram recebidas na forma como livremente elaboradas por ela, sem juízo nem recusas prévias”.
Continua após a publicidade A Polícia Federal também divulgou nota dizendo que Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações” sobre o tema da reportagem.
A reportagem de VEJA nunca mencionou que os áudios e documentos foram apresentados à Polícia Federa.
A defesa de Daniel Vorcaro, por sua vez, confirmou que o dono do Banco Master “possui informações personalíssimas e relevantes para o caso e segue disponível para contribuir com as autoridades”.
Em outras palavras, pode relatar tudo que foi publicado por VEJA.
Continua após a publicidade A desinformação é uma forma de tirar o foco de fatos importantes quando o contexto da mensagem é de difícil explicação ou comprovação por pessoas citadas.
É o caso em questão.
O suposto depoimento de Vorcaro para a PF foi uma invenção da campanha do presidente Lula, uma informação que não consta na reportagem de VEJA, e que foi desmentida pela defesa do banqueiro porque não ocorreu, de fato.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.