Braço do ICE faz operação de busca na casa de deputada muçulmana e crítica de Trump
Autoridades de imigração dos Estados Unidos fizeram uma operação de busca, na madrugada desta segunda-feira, 12, na residência da deputada democrata Ilhan Omar , em Washington.
A ação faz parte de uma investigação criminal conduzida pelo Departamento de Justiça que mira o status migratório da política muçulmana que é uma das mais proeminentes vozes progressistas no Congresso americano.
O caso envolveria suspeitas de fraude em documentos de imigração preenchidos pelo pai de Omar, de origem somali, quando ela ainda era criança, de acordo com uma fonte ouvida pela agência de notícias Reuters.
Não foram divulgados detalhes sobre as possíveis irregularidades.
A operação foi realizada pelo Investigações de Segurança Interna (HSI, na sigla em inglês), braço investigativo do ICE, a polícia de imigração americana.
“Esta ação faz parte de uma investigação federal em andamento”, afirmou um porta-voz do Departamento de Justiça à Reuters, confirmando a obtenção de um mandado judicial.
Após a operação, Omar, uma das principais integrantes da ala mais à esquerda do Partido Democrata e crítica voraz do presidente Donald Trump , acusou o governo de perseguição política por meio da instrumentalização das forças de segurança.
Continua após a publicidade “Não se enganem: isto é uma tentativa de atingir inimigos políticos e usar as forças de segurança federais como arma”, escreveu a deputada nas redes sociais.
“ Não me calarei”, acrescentou Omar.
Eleições na esquina A operação ocorre menos de um mês antes das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, que colocam postos cruciais em estados, municípios e no Congresso em disputa.
Omar concorre à reeleição por um distrito considerado seguro para os democratas em Minnesota.
Em 2024, ela venceu a corrida por uma margem de 50 pontos percentuais.
Continua após a publicidade Democratas de Minnesota condenaram a operação e questionaram o momento escolhido pelas autoridades para levá-la a cabo.
O governador do estado, Tim Walz, foi às redes para afirmar que o presidente Trump estaria usando o poder do Executivo para perseguir rivais antes das chamadas midterms .
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