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Lulinha e Master são obstáculos para líderes na campanha, que começa amanhã

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Lulinha e Master são obstáculos para líderes na campanha, que começa amanhã

A campanha começa amanhã, e os dois candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas , o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), precisam superar desafios diferentes para conquistar o eleitorado em uma eleição que deve ser apertada.

Lula tem de diminuir sua rejeição, equalizar danos das investigações envolvendo seu filho Lulinha e aliados, como o assessor Marcola , e se prepara para um segundo turno com dificuldades para conquistar os votos dos adversários.

Flávio precisa convencer o eleitor moderado de que não é radical como pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao mesmo tempo em que tem que fazer um aceno à militância bolsonarista raiz; precisa atrair o voto de mulheres e evangélicos; e convencer o eleitorado de que não tem ligação com o escândalo do banco Master .

Apesar de ter conseguido unir a esquerda em torno da sua candidatura já no primeiro turno, numa aliança inédita , o presidente Lula precisa apresentar um discurso que mantenha a militância engajada, que convença o eleitor que a idade avançada não é um empecilho e que o permita ampliar os votos entre o eleitorado da direita no segundo turno, quando haverá apenas dois candidatos.

Lula vai reforçar os embates com os Estados Unidos e bater no tema da soberania . A ideia é comparar a atuação dele como presidente e a de Flávio como senador.

O PT quer reforçar que Lula é um líder preparado e "com coragem" para enfrentar as adversidades do cenário internacional e expor eventuais fragilidades do adversário.

Além disso, a campanha petista quer buscar o apoio da juventude, que tem se aproximado mais da direita nos últimos anos.

Para Edinho Silva, presidente do PT, o eleitor brasileiro ainda não entrou no clima da eleição. O partido aposta que, ao mostrar as realizações do governo, Lula vai atrair os votos dos indecisos e diminuir sua rejeição.

"A sociedade vai começar a entrar no processo decisório nos últimos 40 dias, muitas vezes 30 dias, 20 dias, que é quando as pessoas começam a formar opinião. Nesse sentido, confio muito no governo Lula, que é o governo com maior volume de entregas da história", disse ele em entrevista ao Canal UOL . "Acredito muito que no ambiente da campanha a sociedade vai reconhecer o que Lula fez."

O principal eixo da campanha de Flávio está baseado no fato de que ele é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro . Isso pode ser o suficiente para o eleitor bolsonarista raiz, mas carregar um sobrenome não define o voto do eleitor moderado ou indeciso.

Daí, o primeiro obstáculo para ele é se consolidar como alguém que tem as rédeas para governar. Ele não conseguiu convencer as lideranças do centrão , por exemplo, que não embarcaram em uma aliança.

A associação total com o pai tem um ponto frágil: o radicalismo de Jair Bolsonaro em relação, por exemplo, a vacinas e ao respeito às instituições.

A turbulência na relação entre os Poderes que marcou a gestão do ex-presidente é vista como negativa por parte da sociedade. O tarifaço dos Estados Unidos foi provocado em parte pelas ações de seu irmão Eduardo Bolsonaro e já caiu na conta de Flávio.

Reportagem da Folha também mostrou que ele não é o nome favorito da Faria Lima .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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