Mais um vereador de São Paulo é investigado por vínculo com o PCC
O vereador paulistano Guilherme Corrêa (União) também estava entre os alvos do pedido de busca e apreensão feito pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que deu origem à operação Vectura Corrupta, deflagrada na quinta-feira (18/9) .
A investigação aponta que uma empresa de ônibus da qual o vereador é sócio tem ligação com o PCC , mas o juiz relator Sérgio Ribas só autorizou a busca e apreensão nos endereços ligados às 13 pessoas que tiveram a prisão temporária decretada.
Entre eles, o ex-vereador Milton Leite (União), que é padrinho político de Guilherme Corrêa e está foragido .
Empresário que se apresenta como líder comunitário, Corrêa chegou à Câmara Municipal de São Paulo graças a um movimento articulado pelo próprio Milton Leite: de uma só vez, em julho, os três vereadores do partido – todos ligados ao ex-presidente da Câmara – se licenciaram, abrindo espaço para o terceiro suplente.
Silvão e Silvinho Leite, que foram assessores de Milton Leite e declaradamente representam os interesses do grupo político dele na Câmara, se licenciaram por 31 dias, entre 06 de julho e 05 de agosto.
Depois, renovaram o pedido até 9 de outubro, para “tratar de assuntos de interesse pessoal”.
Os dois trabalham ativamente nas campanhas dos filhos de Milton Leite, Alexandre Leite (é deputado federal e concorre a estadual) e Milton Leite Filho (é estadual e concorre a federal), e já haviam sido determinantes para que Guilherme Corrêa chegasse à terceira suplência, doando cada um R$ 350 mil para a campanha do adversário – que gastou de forma incomum, contratando exclusivamente material de propaganda e mais de 700 cabos eleitorais .
Licenças na Câmara fazem de dono de empresa de ônibus vereador Com a licença deles e da pastora Sandra Alves, que também é próxima a Milton Leite e concorre a deputada federal, o União abriu vaga na Câmara para seus três primeiros suplentes: os experientes Eli Corrêa e Adilson Amadeu, e o novato Guilherme Corrêa.
Líder de um movimento social chamado “Salve Periférico”, Corrêa tem seu reduto político na zona norte, principalmente no Tucuruvi.
Enquanto empresário, é sócio da Norte Buss Transportes, informação que ele inclusive fez constar em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral quando se candidatou em 2022 .
À Junta Comercial, a empresa informa que tem seis sócios com cotas iguais e Corrêa é um deles, mas os dados não são atualizados desde 2015.
A Norte Buss faz parte do Consórcio Transnoroeste, um dos maiores da cidade, com dois lotes do grupo local de distribuição, que tem linhas dentro dos bairros.
Entre as regiões norte e noroeste da cidade, a Norte Buss tem mais de 80 linhas, segundo seu site.
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