'Monstros mexicanos' apreendidos do tráfico ajudam em pesquisa contra extinção em MS
Axolotes resgatados ajudam pesquisadores do Bioparque a buscar conservação da espécie Anfíbios resgatados do tráfico ilegal em 2022 ajudam pesquisadores do Bioparque Pantanal, em Campo Grande, a estudar a reprodução e a conservação dos axolotes, espécie ameaçada de extinção no México.
Os animais são descendentes de dez exemplares apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Miranda.
Desde então, os axolotes são reproduzidos e estudados no Bioparque Pantanal.
Atualmente, cerca de 30 adultos são mantidos no local.
Outros 22 foram enviados para um aquário no Rio de Janeiro como parte das ações de conservação da espécie. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Nativo do México, o axolote vive principalmente no lago Xochimilco e está ameaçado de extinção.
O anfíbio mantém características da fase jovem durante toda a vida e consegue regenerar partes do corpo.
"O axolote, na verdade, é um anfíbio, parente dos sapos, da perereca, da rã.
E assim, é um bicho que é originário do México, principalmente do lago Xochimilco, onde ele se encontra em ameaça de extinção.
Praticamente não existe mais axolote de vida livre ali no local de origem", afirma o biólogo e pesquisar do Bioparque Pantanal, Bruno Ferreira dos Santos.
Axolotes são abrigados no maior aquário de água doce do mundo.
Reprodução Os axolotes mantidos no Bioparque Pantanal são da terceira geração dos exemplares apreendidos em 2022.
As pesquisas acompanham o desenvolvimento dos animais desde o ovo até a fase adulta.
O objetivo é entender as condições necessárias para a reprodução e reunir informações que ajudem na conservação da espécie.
"Entender desde a fase de ovo, a fase larval, que é o processo de ontogenia desse animal, o que ele gosta de comer, o ambiente que é melhor para ele se estabelecer, porque conhecendo esses animais, se tratando de uma espécie ameaçada de extinção, quanto mais dados você gerar, mais fácil é você conservar essa espécie, porque o que a gente conhece, a gente consegue cuidar", disse o pesquisador.
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