Polícia de SP e PF prendem na Bolívia dois integrantes do PCC; um é citado em investigação que levou à prisão de Milton Leite
Márcio Barbosa Filho, o Beiço de Mula, e Roberto Prieto Filho, o Betinho, são acusados de integrarem o PCC na Bolívia.
Reprodução Uma operação conjunta da Polícia Civil de São Paulo, Polícia Federal (PF) e a polícia da Bolívia prendeu dois homens apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.
O primeiro preso foi Márcio Barbosa da Silva, conhecido como “Beiço de Mula”, “Nenê” ou “Magrão”, no sábado (19).
O segundo foi Roberto Prieto Filho, conhecido como “Betinho”, “Litoral” ou “Guarujá”, capturado nesta quarta-feira (23).
Márcio é citado em uma investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que embasou a operação que levou à prisão do ex-vereador Milton Leite, na última sexta-feira (18), na capital paulista.
A investigação apura uma suposta infiltração do PCC no setor de transporte coletivo e no poder público de São Paulo.
Segundo a polícia, Márcio é apontado como integrante da chamada “Torre”, estrutura de comando da facção criminosa, e teria influência sobre o tráfico na Zona Leste da capital, especialmente na região da Favela Santa Inês.
Ele tem histórico criminal desde os anos 1990, com condenações por roubo e homicídio, pelo qual recebeu pena de 12 anos de prisão.
Márcio também é investigado, ao lado da mulher, por suspeita de lavagem de dinheiro e por participação em um suposto núcleo político do PCC em São Bernardo do Campo.
Segundo as investigações, ela chegou a ocupar um cargo comissionado na Câmara Municipal.
Após a prisão na Bolívia, Márcio foi transferido para o Brasil e chegou em um voo comercial ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na segunda-feira (21). 'Betinho' "Eu acho que vai envolver Milton Leite, o pessoal todo", diz em mensagem um integrante do PCC.
Roberto Prieto, o 'Betinho', era procurado pela Justiça brasileira e tinha um mandado de prisão preventiva por tráfico de drogas.
Segundo a inteligência policial, ele atuava na Baixada Santista e é apontado como peça importante da estrutura logística do PCC utilizada para o envio de cocaína ao exterior por meio do Porto de Santos.
A investigação aponta que Roberto tinha participação no chamado “Narco-Porto”, estrutura que utiliza contêineres para transportar drogas para outros países, principalmente na Europa e na África.
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