IA pode acrescentar R$ 1 tri ao PIB do Brasil até 2030, diz estudo comissionado pela OpenAI
A inteligência artificial pode acrescentar quase R$ 1 trilhão à economia brasileira entre 2027 e 2030, segundo estudo do Reglab (Centro de Estratégia e Regulação).
O valor corresponde à soma, em valor presente, dos ganhos de produção estimados para os quatro anos considerados na pesquisa.
O estudo foi feito sob encomenda da OpenAI, dona do ChatGPT, e transpõe para o Brasil a metodologia de um artigo que o Nobel de Economia Daron Acemoglu publicou em 2025, projetando o impacto da IA no PIB dos EUA.
Saiba as últimas notícias de Curitiba e Paraná: entre na comunidade do Bem Paraná Para fazer sua estimativa, Acemoglu utiliza uma base do governo americano que lista as tarefas realizadas por cada profissão -como redigir documentos ou atender clientes- e a cruza com estudos anteriores que avaliaram quais delas poderiam ser aceleradas pela IA.
Como o Brasil não tem um banco de dados semelhante, o Reglab cruzou a base americana com as ocupações presentes na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que não informa quais tarefas os trabalhadores brasileiros realizam em seu expediente.
No cenário central do relatório, a IA elevaria o PIB em 2,77% no período, ou uma média de 0,69 ponto percentual por ano.
A maior parcela do efeito, 65%, viria do aumento da produtividade dos trabalhadores.
Os 35% restantes decorreriam da incorporação da tecnologia a máquinas, equipamentos e outros ativos produtivos.
O ganho acumulado de R$ 986,7 bilhões equivale a 7,6% do PIB estimado para 2026.
As indústrias de transformação concentrariam o maior ganho, de R$ 264 bilhões, seguidas por outras atividades de serviços (R$ 165 bilhões) e pelo comércio (R$ 131 bilhões).
O impacto assumiria formas diferentes conforme o setor.
Na agropecuária, 92% do ganho, calculado em R$ 48 bilhões, viria de equipamentos inteligentes, drones e sensores.
Em finanças, comunicação e administração pública, predominaria o aumento da produtividade de profissionais que passariam a analisar documentos, produzir código e organizar informações em menos tempo.
Ao todo, o estudo faz projeções em 12 áreas da economia brasileira.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.