Aeroportos da Arábia Saudita voltam a ser bombardeados; Houthis reivindicam ataques
Ataque no aeroporto de Riad deixa 12 mortos e mais de 300 feridos Novos ataques atingiram neste domingo dois aeroportos da Arábia Saudita, em meio à escalada de tensões entre de forças sauditas e o grupo extremista Houthis, financiados pelo Irã que se tornou um dos principais conflitos atuais no Oriente Médio. ➡️ Os aeroportos de Riade, a capital saudita, e Dammam foram alvejados neste domingo, segundo autoridades locais.
Os Houthis reivindicaram o ataque.
No sábado, o grupo extremista já havia lançado mísseis contra o aeroporto de Riade, matando 13 pessoas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp No aeroporto internacional Rei Khalid, em Riade, um projétil não identificado atingiu o terminal 4, segundo o governo saudita.
No sábado, um bombardeio no mesmo aeroporto, um dos principais hubs do Golfo Pérsico, matou 13 pessoas e feriu mais de 300.
Os Houthis reivindicaram a autoria do atentado deste domingo.
O grupo também afirmou ter atacado o aeroporto de Dammam e instalações da Aramco ao longo deste domingo.
A Al Masirah TV, emissora controlada pelos Houthis, grupo extremista do Iêmen, noticiou neste domingo (11) um ataque que, segundo ela, foi realizado pela Arábia Saudita contra o Aeroporto Internacional de Sanaa, capital ienamita.
Mais cedo, o grupo extremista havia emitido um alerta de risco para novos ataques a aeroportos da Arábia Saudita e pediu que companhias aéreas, viajantes e funcionários se mantenham afastados.
"Reiteramos nosso alerta a todas as companhias aéreas, especialistas, funcionários, trabalhadores e viajantes contra o uso dos aeroportos e do espaço aéreo saudita, pois são vulneráveis a ataques e se tornaram alvo de operações para nossas forças, com exceção dos aeroportos em Meca e Medina (cidades sagradas).
Instamos a todos a levarem nossos avisos a sério, e a Arábia Saudita é responsável por quaisquer interceptações malsucedidas", diz o post.
O ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, neste sábado, ocorreu por volta das 15h, no horário local, sem que o sistema de alerta de ameaças da Arábia Saudita emitisse qualquer aviso, segundo as informações divulgadas.
Foi o mais mortal desse tipo no reino em mais de uma década e ocorre em meio a uma escalada dos combates entre os houthis, apoiados pelo Irã, e as forças do governo iemenita, apoiadas pela Arábia Saudita.
Os Houthis assumiram a autoria do bombardeio.
Segundo o jornal americano The New York Times, Mohammed al-Bukhaiti, uma das principais autoridades do grupo rebelde do Iêmen, afirmou que a ofensiva foi uma retaliação aos bombardeios realizados pela Arábia Saudita contra o território iemenita.
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