Ex-presidente de CPMI do INSS pede a André Mendonça que preserve provas contra Lulinha
O senador e ex-presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (PSD), acionou nesta quinta-feira, 20, o ministro André Mendonça , do Supremo Tribunal Federal (STF) , pedindo o aprofundamento da investigação e a preservação das provas já encontradas contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha , um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O parlamentar usa como fundamento do pedido a reportagem de VEJA que revela trechos exclusivos das investigações da Polícia Federal sobre a movimentação de Lulinha e um grupo de lobistas .
O documento protocolado nesta quinta-feira no STF é um aditamento (termo jurídico para complemento) de outro pedido de investigação já feito por Viana.
“O que se pede neste aditamento é simples: 1. que nenhuma prova desapareça; 2. que nenhum fluxo financeiro deixe de ser esclarecido; 3. que nenhuma autoridade eventualmente envolvida deixe de ser identificada; 4. e que nenhuma pessoa seja protegida ou condenada em razão do sobrenome que possui”, diz o documento.
Reportagem de VEJA mostra com exclusividade diálogos entre a lobista Roberta Luchsinger, Lulinha e Fernando Bittar — antigo dono do sítio de Atibaia, que foi alvo de investigação na Operação Lava Jato.
Eles mantinham um grupo de WhatsApp no qual combinavam reuniões com membros do governo com o objetivo de avançar em negociações comerciais.
Em algumas mensagens, Luchsinger revela que pagava as despesas pessoais de Lulinha e o ajudou e a sua família a se mudarem para o exterior.
Trechos da investigação revelados por VEJA também detalham o depósito que ela fez para Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola , ex-assessor de Lula.
A lobista pagou contas pessoais dele, um seguro, um financiamento e até comprou algumas joias.
Continua após a publicidade No aditamento, o parlamentar também pede ao ministro do Supremo que sejam apuradas as movimentações dos suspeitos nos órgãos do governo federal, mesmo pedido que encaminhou aos ministérios.
O senador solicita, ainda, que seja informado se houve abertura de empresas ou movimentações financeiras pelo grupo no exterior, também com base no que foi publicado por VEJA.
“Outro fato de extrema relevância divulgado em 20 de agosto de 2026 é a afirmação de que relatório atribuído à Polícia Federal teria registrado interesse explícito na abertura de empresas e contas bancárias no exterior, inclusive em jurisdições descritas como de maior dificuldade de rastreamento ou de cooperação internacional”, diz.
Continua após a publicidade Mudança de foro Mais cedo nesta sexta-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que o caso de Lulinha desça do Supremo para a primeira instância, por conta da ausência de suspeitos com foro privilegiado .
O pedido de Viana a Mendonça pede cautela na análise da questão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.