Alemanha já contabiliza 14 mil mortes por calor extremo desde abril
A Alemanha registrou quase 14.000 mortes relacionadas ao calor extremo entre abril e agosto deste ano, segundo estimativas do Instituto Robert Koch (RKI).
O índice corresponde a aproximadamente 17 óbitos para cada 100 mil habitantes, superando os recordes da última década, que pertenciam aos anos de 2018 (9.400 vítimas) e 2019 (7.600 vítimas).
O pico de mortalidade ocorreu na última semana de junho, entre os dias 22 e 28, quando as temperaturas ultrapassaram os 41 ºC pela primeira vez em várias regiões do país.
Apenas nesse período de sete dias, foram contabilizadas 9.600 mortes, coincidindo com o registro de três dias consecutivos de calor recorde. +Áustria atinge novo recorde de calor com registro de temperatura máxima de 41°C Perfil das vítimas Os idosos foram os mais afetados, representando cerca de 90% do total de óbitos.
Pessoas com 85 anos ou mais representaram o maior contingente de vítimas, cerca de 7.000.
O relatório aponta que mais mulheres do que homens morreram, o que se explica pela maior proporção feminina na população mais idosa.
Continua após a publicidade Segundo o RKI, o calor raramente é a causa única da morte, mas atua em combinação com doenças preexistentes, o que faz com que o fator térmico muitas vezes não esteja nos atestados de óbito. +Calor castiga Europa com termômetros a 40ºC e centenas de incêndios; Reator nuclear desliga Continua após a publicidade Contexto climático e dados O cenário na Alemanha reflete uma tendência regional: em 2026, a Europa Ocidental enfrentou os meses de junho e julho mais quentes de sua história , com temperaturas 2,79 ºC acima da média do período entre 1991 e 2020.
As estimativas do RKI são baseadas em dados do Departamento Federal de Estatísticas e de 52 estações meteorológicas.
O instituto ressalta que os números são conservadores e podem ser revisados para cima, já que os modelos de cálculo são aperfeiçoados e refeitos mensalmente.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.