Toneladas de sargaço encalham no Brasil e afetam pesca e turismo, aponta estudo
Toneladas de sargaço encalham no Brasil e afetam pesca e turismo, aponta estudo Geison Mesquita Grandes quantidades de sargaço pelágico das espécies Sargassum natans e Sargassum fluitans têm chegado às praias do Norte e Nordeste do Brasil.
Quando se acumulam e começam a se decompor, essas algas podem reduzir o oxigênio da água, prejudicar peixes e outros organismos marinhos e atrapalhar a pesca. 📱 Acompanhe o Terra da Gente também no Instagram Nas praias, o mau cheiro e o excesso de material orgânico também podem afetar o turismo e dificultar o uso da faixa de areia.
Um estudo publicado em 2026 reuniu 51 registros de encalhes na costa brasileira entre 2010 e 2025.
Desse total, 40 foram encontrados em reportagens e 11 na literatura científica.
Segundo os pesquisadores, a população e a imprensa costumam perceber os eventos rapidamente, enquanto a documentação científica pode ocorrer anos depois.
Os encalhes não acontecem de maneira constante nem seguem um padrão ao longo dos anos.
Por isso, um ano com grande volume não significa que as arribadas estejam aumentando continuamente.
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Foi o maior volume de biomassa registrado entre os eventos analisados.
Os outros cinco eventos científicos com estimativa de biomassa variaram entre 174 e 1.843 toneladas.
Geison Mesquita, primeiro autor do estudo e pesquisador de pós-doutorado da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (FZEA-USP), participou da quantificação do evento.
Sargaço acumulado na areia Geison Mesquita Segundo ele, mesmo com o reforço de caminhões do governo estadual, além da estrutura municipal, apenas cerca de 4% da biomassa que chegou às praias foi retirada.
“Isso mostra que o Pará está entre os pontos mais expostos do país e que os municípios ainda não estão preparados para eventos dessa magnitude”, afirma.
As causas do fenômeno ainda são estudadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.