Casal de idosos e filha de 51 anos voltam a estudar e transformam oportunidade em recomeço na educação
Uma ida à escola para matricular o filho acabou mudando os rumos de uma família inteira em Goiânia, Goiás. Em agosto de 2025, Selma Santos Barrozo, de 51 anos, procurou a Escola Municipal Madre Francisca, na Vila Pedroso, mas recebeu um “não” ao descobrir que a unidade não oferecia a etapa de ensino de que o filho precisava.
Em vez de encerrar a busca, porém, Selma recebeu um convite para conhecer a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Ela aceitou. Depois de 28 anos longe da sala de aula, voltou a estudar e, poucos dias mais tarde, levou a ideia para dentro de casa. As informações são do portal Só Notícia Boa.
O resultado foi uma mudança na rotina de toda a família. Seu Francisco, de 74 anos, aceitou o convite da filha e passou a frequentar a mesma turma . Dona Maria da Paz, de 69, também retornou à escola e iniciou o processo de alfabetização no primeiro período.
“A gente se ajuda. Tira dúvidas. Tem sido um motivo de alegria e também uma forma de poder retribuir o que ele fez por mim”
Selma entrou no segundo período da EJA e, desde então, passou a dividir a sala de aula com o pai. Os dois fazem as atividades juntos e tiram dúvidas um com o outro.
Para Selma, a convivência durante os estudos tem um significado ainda maior. A oportunidade de acompanhar seu Francisco nessa nova etapa também representa uma forma de retribuir os esforços que ele fez pela família quando era mais jovem.
Moradora da Vila Pedroso, Selma vai a pé para a escola. Já seu Francisco e dona Maria da Paz vivem no Setor Oliveira, em Senador Canedo, e precisam utilizar o transporte coletivo para chegar às aulas em Goiânia.
A trajetória escolar de Selma foi interrompida quando ela ainda cursava a terceira série do ensino fundamental. Décadas depois, o retorno aos estudos já provoca mudanças que ultrapassam os limites da sala de aula.
Segundo a Prefeitura, Selma se sente hoje mais segura, inclusive para ler em público.
A filha dela, Luana Barroso do Nascimento, de 22 anos, contou que a mãe chegou a ser criticada por decidir voltar a estudar aos 51 anos. Dentro de casa, entretanto, encontrou incentivo para continuar.
Enquanto Selma e seu Francisco avançam juntos na EJA, dona Maria da Paz encara outro desafio: aprender a ler e escrever aos 69 anos. Para a família, cada etapa representa uma oportunidade de aprendizado e uma razão para comemorar.
Atualmente, Selma e seu Francisco estão no último período da EJA e devem concluir essa etapa em 2027. Depois da conclusão, os dois poderão dar continuidade à formação e ingressar no ensino superior.
Na rede municipal de Goiânia, a EJA atende cerca de 750 estudantes distribuídos em 55 salas. Segundo a Secretaria Municipal de Educação de Goiânia, a modalidade é oferecida em 18 escolas e também em espaços parceiros, atendendo jovens, adultos e idosos que não conseguiram concluir a escolarização anteriormente.
Para Selma, no entanto, terminar a EJA não será o ponto final. Ela já planeja o próximo capítulo da trajetória acadêmica: entrar na faculdade de Direito e seguir carreira na advocacia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.