Ibovespa futuro cai com incertezas fiscais e à espera de decisão do Fed; dólar sobe
O Ibovespa futuro (INDFUT) iniciou o pregão desta quarta-feira (28) com aumento da aversão a risco externo e incertezas sobre o cenário fiscal doméstico.
Por volta de 9h, o INDFUT caía 0,52%, aos 177.460 pontos.
Já o dólar à vista abriu a R$ 5,3516 (+0,02%) , em sintonia com o movimento do DXY.
O índice, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, opera em linha de estabilidade, aos 102.319 pontos .
“O petróleo mais firme e a cautela com os juros americanos podem continuar limitando uma tentativa de recuperação de fôlego dos ativos locais, que seguem em busca de recuperação das fortes perdas recentes”, afirma a equipe de analistas da Ágora Investimentos.
O que pode impactar o mercado hoje? No cenário doméstico, os investidores aguardam sinalizações de políticas econômica e fiscal no quarto mandato do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A expectativa é de que o governo faça novas indicações para os ministérios, em especial o da Fazenda.
Exterior No exterior, os houthis, apoiados por Teerã, fizeram novos ataques contra a Arábia Saudita, atingindo a maior refinaria saudita.
O evento eleva as preocupações de uma escalada no conflito no Oriente Médio e enfraquece os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra.
Em reação, os preços do petróleo operam em alta.
Por volta de 9h (horário de Brasília), o contrato mais negociado do Brent, para dezembro, subia 1,16%, a US$ 115,20 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já o contrato mais negociado do WTI, para o mesmo mês, tinha avanço de 1,73%, a US$ 101,63 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
Ontem (27), autoridades da Arábia Saudita, Turquia, Paquistão e Irã se reuniram em Teerã e concordaram em continuar dialogando para promover a paz e a segurança regional, segundo a mídia estatal iraniana.
Em Wall Street, os investidores aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), enquanto dividem as atenções com balanços corporativos e a proximidade das eleições de meio mandato.
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