Elegância empoderada: por que o vestido-camisa está de volta à moda
Houve um tempo em que a moda facilitou a entrada das mulheres no mercado de trabalho.
Roupas mais práticas e com um toque masculinizado contribuíram para que fossem vistas como profissionais e não como donas de casa deslocadas no ambiente.
Na década de 1950, o chemisier — ou vestido-camisa — foi embalado para isso por Christian Dior e divulgado internacionalmente por Grace Kelly, tornando-se um símbolo dessa transformação ao levar o colarinho e os botões da camisa masculina para um vestido acinturado, de saia ampla.
Passadas mais de sete décadas, a peça está de volta, mas encontra uma mulher muito diferente da que a vestiu no passado: ela já conquistou seu lugar no mercado de trabalho e ocupa todos os espaços da sociedade.
Se antes o chemisier ajudava a construir a imagem da nova mulher, agora é ela que redefine a peça.
Vista por muitos como um ícone cultural moderno, por sua forte presença no cinema e na moda e pela defesa da autenticidade feminina, a estrela Zendaya inspirou a Louis Vuitton a desenvolver um chemisier exclusivo para ela.
O resultado foi uma versão moderna e impactante: da base de uma camisa branca, de tecido encorpado, surge uma saia assimétrica, com um leve efeito balonê.
Foge tanto do padrão antigo que surpreende.
“O modelo feito para Zendaya é bem sofisticado e passa longe de qualquer camisa normal”, diz Gloria Kalil, consultora de moda.
Se atualmente quem faz a moda é também quem a veste, Kate Middleton prefere um vestido-camisa mais clássico, de elegância discreta.
Recentemente, a princesa de Gales compareceu a um compromisso oficial num hospital infantil de Londres com o modelo Flippy Wiggle, da Suzannah London, marca conhecida por confeccionar roupas para a realeza.
De crepe de seda branca, com botões e cinto pretos, é uma versão mais sequinha que a dos anos 1950, deixando à mostra a silhueta longilínea e as pernas de Kate.
MITO - Grace Kelly: ela transformou o corte em sucesso internacional nos anos 1950 Michael Ochs Archives/Getty Images Continua após a publicidade Há um detalhe histórico curioso.
Antes de o vestido-camisa fazer sucesso pelas mãos de Dior, os americanos já tinham sua versão da peça, o shirtwaist dress , o que chegou a alimentar uma disputa sobre a autoria da criação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.