Netflix demite mais de mil funcionários em meio a disputa no streaming
A Netflix anunciou a demissão de 6% de seus trabalhadores.
O corte alcança mais de mil funcionários, sendo o maior caso de demissão do streaming desde 2022, segundo a Reuters.
Atualmente, a Netflix enfrenta uma grande concorrência com outras rivais do streaming.
Os cortes ocorrem nas equipes de produto, de tecnologia, da área jurídica e nos recursos humanos da Netflix.
Seu último grande corte de demissões ocorreu em 2022, quando cerca de 450 funcionários foram demitidos, após perder assinantes pela primeira vez em mais de uma década.A gigante do streaming possuia cerca de 16.000 funcionários desde o final do ano passado.
As demissões foram enviadas por e-mail pelos co-CEOs Greg Peters e Ted Sarandos nesta quarta-feira, 14.
"Nossa missão — entreter o mundo — é ambiciosa, e cumpri-la exige que sejamos disciplinados em relação a onde priorizamos nossos funcionários e recursos", disseram eles no e-mail.Ações da Netflix caíram em 25% em 2027A Netflix enfrenta dúvidas sobre sua capacidade de sustentar o crescimento da indústria de mídia dos Estados Unidos.
Em 2027, as ações da empresa caíram em cerca de 25%, mas subiram 0,7% nesta quarta-feira.Uma das principais preocupações do streaming é o tempo que os usuários passam na Netflix, visto que plataformas como o YouTube e o Tik Tok atraem espectadores com conteúdo gratuito gerado pelo próprio usuário.Outra frustração do streaming ocorreu ao tentar adquirir os estúdios da Warner Bros.
Discovery no início deste ano.
"Eles não conseguiram encontrar outra fonte de receita significativa", disse Ross Benes, analista sênior da eMarketer, alertando que a empresa continua dependente de um modelo de negócios baseado em assinaturas.A compra da Warner Bros. foi concluída pela Paramount por US$ 110 bilhões no início deste mês, formando a Skydance (SKYD.N).
Agora, a Netflix vem tentando expandir as suas assinaturas, investindo em planos com anúncios, programação ao vivo e jogos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.