Aceleração da adoção da IA nas grandes empresas é o nosso foco, diz CEO do Cubo
A aceleração da inteligência artificial é um dos focos mais fortes do Cubo Itaú no momento. Em conversa exclusiva com o Mobile Time nesta segunda-feira, 14, Paulo Costa, CEO do hub de startups e inovação, afirmou que seu objetivo é acompanhar e ajudar grandes empresas parceiras do espaço a acelerarem a adoção da IA com ajuda das startups.
Atualmente, o Cubo tem 550 startups em sua comunidade e 12 hubs com grandes empresas , como TIM, Accenture, Cisco, Vale, NTT Data e o próprio Itaú, que atuam em setores como agronegócio, finanças, educação e energia. No entanto, a IA permeia todas elas, é transversal e permite que os hubs se cruzem e conversem com startups para acelerarem suas demandas e produtividades.
Agora, em prol da aceleração da IA em seu ecossistema, o Cubo conta com dois novos movimentos:
No programa para startups, o Cubo vai selecionar 30 startups. Diferentemente de outras ações do gênero, Costa afirmou que a nota de corte de R$ 1 milhão de receita anual foi flexibilizada para focar no potencial de crescimento acelerado das novas entrantes.
“Os critérios do Cubo sempre foram R$ 1 milhão de receita, inovação e time. No atual momento da IA, às vezes, a empresa e seu fundador podem ganhar escala rápido com sua solução”, disse Costa, ao complementar que a atualidade também permite a criação de “eunicórnios”, que é uma startup com mais de US$ 1 bilhão de valuation.
Sobre as métricas que pretendem avaliar, o executivo afirmou que ainda não existem, pois desejam desenvolver um novo método e modelo de trabalho para entender a maturidade do momento da IA. Contudo, as avaliações vão caminhar por ganhos de eficiência e redução de custos operacionais para grandes corporações.
Sobre o perfil das 30 startups, Costa afirmou que mira naquelas que fazem FinOps e governança para a era da IA, o AIOps, assim como no ganho de produtividade a partir de produtos digitais e cibersegurança.
Para a estratégia na Califórnia, o CEO do Cubo afirmou que haverá uma equipe própria, sem uso de freelancers ou de profissionais de meio período. Esse time está em construção e será composto por especialistas de:
Esse time terá como missão identificar e se conectar com startups internacionais para encontrar soluções que ajudem as corporações a resolverem seus problemas com tecnologia de fronteira.
Vale dizer que esta não é a primeira presença internacional do Cubo. O espaço de inovação tem um prédio pequeno em Montevidéu, no Uruguai, com 50 startups e 10 grandes companhias apoiando para suprir suas demandas no Cone Sul, além de presença na Colômbia e no Chile.
Para esta publicação, Costa disse que o Cubo tem atualmente 550 startups em sua comunidade, sendo 100 delas em outros países. Essa escala foi obtida a partir da pandemia da Covid-19, em 2020, quando precisaram manter a comunidade ativa de forma digital. Isso permitiu dar escala à sua operação, em especial com o retorno ao trabalho físico em 2022.
Hoje, 120 startups estão fisicamente no Cubo em São Paulo/SP. Com isso, 60% das startups do seu ecossistema estão online: “Nós deixamos de ser só uma estratégia física e nos tornamos multicanal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.mobiletime.com.br — o conteúdo pertence a Mobile Time.