Ilhan Omar: governo Trump já investigou deputada alvo de operação e não encontrou fraude
Uma investigação realizada durante o primeiro mandato do presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , em 2019, não encontrou evidências de fraude migratória envolvendo a deputada democrata Ilhan Omar .
A conclusão foi revelada pelo jornal americano The Washington Post nesta quinta-feira, 15, após autoridades de imigração realizarem uma operação de busca e apreensão na residência da parlamentar , em Washington, no início desta semana.
Segundo três ex-funcionários de imigração ouvidos pelo jornal, a investigação de 2019 foi solicitada por um nomeado político do governo Trump, com o objetivo de identificar possíveis irregularidades no histórico da congressista, nascida na Somália .
O pedido causou desconforto entre os servidores, que consideraram incomum o uso de órgãos federais para investigar uma adversária política do presidente.
Na ocasião, o Serviço de Investigações de Segurança Interna (HSI, na sigla em inglês), braço investigativo do ICE, a polícia de imigração americana, concluiu que não havia elementos suficientes para justificar uma investigação formal.
A análise já havia examinado questões que voltaram a ser investigadas nesta semana, entre elas a data de nascimento de Omar e o histórico militar de seu pai na Somália.
As autoridades procuram determinar se a idade da parlamentar foi alterada em documentos migratórios para permitir que ela obtivesse automaticamente a cidadania americana, em 2000, quando seu pai se naturalizou.
Os investigadores de 2019, porém, não identificaram irregularidades nos registros paternos e consideraram impossível estabelecer com precisão a idade da deputada, diante da escassez de documentos de nascimento de refugiados somalis.
A investigação anterior também abordou acusações, nunca comprovadas, de que Omar teria se casado com o próprio irmão para facilitar a ida dele aos Estados Unidos.
As suspeitas, disseminadas por veículos conservadores, foram consideradas insuficientes para sustentar um processo.
O resultado da análise foi registrado em um memorando de uma página, entregue pessoalmente a superiores devido à sensibilidade do caso.
Continua após a publicidade Nova investigação Apesar das conclusões anteriores, agentes federais cumpriram um mandado de busca na casa da deputada na segunda-feira, 12, e apreenderam seu celular, passaporte, computadores e documentos.
A investigação atual também resultou na emissão de mais de uma dezena de intimações judiciais, inclusive contra familiares da congressista.
Segundo fontes ouvidas pela imprensa americana, o governo considera a possibilidade de tentar retirar sua cidadania e deportá-la caso sejam comprovadas irregularidades no processo migratório.
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