R$ 15 bilhões em 5 anos: A projeção do gestor do Patria para os fundos imobiliários (FIIs)
O avanço da indústria de fundos imobiliários pode colocar três ou quatro veículos entre os FIIs com mais de R$ 10 bilhões de patrimônio nos próximos cinco anos, chegando eventualmente a R$ 15 bilhões , projeta Giuliano Ricci , gestor do Patria Investimentos .
De acordo com o executivo, embora seja uma projeção animadora, esse ganho de escala poderia ampliar os limites de atuação das gestoras e permitir investimentos que hoje ficam de fora da estratégia devido ao menor tamanho dos veículos.
Conforme dados do Clube FII , atualmente apenas um fundo imobiliário possui patrimônio na casa dos R$ 10 bilhões: o KNCR11 , gerido pela Kinea Investimentos.
Em segundo lugar, cabe frisar, está o HGLG11 , gerido pelo próprio Patria , mas com valor patrimonial ainda distante do líder, em aproximadamente R$ 7,5 bilhões.
Diante desse cenário, Ricci fez questão de destacar o caráter “otimista” de sua estimativa.
“Quando a gente pensa daqui a cinco anos, eu acredito que vai ter, com um pouco de otimismo, três ou quatro fundos imobiliários com mais de R$ 10 bilhões de patrimônio.
Talvez chegando a R$ 15 bilhões”, afirmou em evento que reuniu executivos do setor.
Fundos imobiliários do IFIX com maior patrimônio líquido (Imagem: reprodução/ Clube FII) Novos limites de atuação Com fundos potencialmente maiores , o gestor avaliou que mesmo uma reserva de caixa equivalente a 5% do patrimônio poderia representar volumes relevantes de recursos disponíveis para novos investimentos.
Isso porque, segundo ele, a questão hoje é conciliar essa necessidade de capex com a estrutura dos FIIs, que precisam distribuir, por lei, ao menos 95% do lucro efetivamente apurado conforme o regime de caixa.
“Com esse patamar [de R$ 15 bilhões], quando pensamos em 5% de reserva de caixa, estamos falando de R$ 750 milhões.
De repente, começamos, nesse caso, a flertar com alguns investimentos com ‘Curva J’ ”, ponderou Ricci.
Tome nota: a chamada Curva J ocorre quando um investimento apresenta desembolsos ou retornos negativos no início e só passa a gerar resultados positivos mais à frente.
“Não precisa necessariamente ser um greenfield (desenvolvido totalmente do início), acho que esse sonho é um pouco mais distante, mas, de repente, alguma expansão que tenha de fato ali um ramp-up (aceleração gradual) mais lento, que hoje o FII tem muito receio de fazer”, prosseguiu o executivo.
A ideia, portanto, não é necessariamente que os fundos passem a desenvolver grandes empreendimentos do zero, mas que o ganho de escala permita às gestoras participarem de expansões e outras operações cujo retorno leve mais tempo para aparecer.
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