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Política

Entenda como fatores genéticos predispõem à depressão em jovens

Poder360 ·

Crianças e jovens com maior predisposição genética à depressão costumam apresentar sintomas mais fortes, que aumentam de forma mais rápida.

Ou seja: quanto maior o risco genético, mais elevados são os níveis iniciais dos sintomas e mais rápida é sua intensificação durante a adolescência.

E entre quem tem Transtorno Depressivo Maior, a predisposição genética mais alta também está associada a uma maior frequência de autolesão não suicida.

Essas foram algumas das descobertas de um estudo da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que aprofunda o que a ciência sabe sobre a propensão de uma pessoa ter depressão com base em sua genética.

Eis a íntegra , em inglês (PDF – 1 MB).

A pesquisa investigou o “risco poligênico”, combinação de alterações genéticas que aumentam o risco de desenvolver depressão, em mais de 2.000 crianças e jovens de escolas públicas, de 6 a 23 anos, acompanhados ao longo da infância e no início da vida adulta.

Um dos principais diferenciais foi testar se as ferramentas atuais que a ciência tem sobre esse impacto genético realmente funcionam fora de populações de origem europeia.

“Populações brasileiras miscigenadas seguem ainda muito pouco presentes na genética psiquiátrica” , diz Marcelo Brañas, pesquisador da Faculdade de Medicina da USP e co-primeiro autor, ao lado de Lucas Ito, da Unifesp, do artigo com os resultados publicado no periódico Biological Psychiatry .

“O nosso artigo buscou responder à pergunta se o risco genético para depressão apenas define um ponto de partida para o surgimento do transtorno ou se também molda a forma como os sintomas evoluem à medida que um jovem cresce” , afirma Brañas.

Um transtorno, várias origens Mais comum entre os tipos de depressão, o desenvolvimento do Transtorno Depressivo Maior é influenciado por muitos fatores ambientais, do contexto onde a pessoa cresce e vive –dificuldades socioeconômicas, se passou por adversidades na infância como viver em um ambiente familiar conflituoso, bullying, se teve pais usuários de drogas, entre outros.

Mas há ainda um forte componente genético, já demonstrado por diversos estudos, especialmente com gêmeos.

“A depressão é multifatorial.

Estima-se que cerca de 37% dela [uma média do que os estudos mais robustos encontraram] , em termos populacionais, está relacionada à genética, o que é uma parcela considerável” , diz o psiquiatra Marcelo Brañas.

Mas o que significa esse “populacional” ? Quer dizer que os 37% se referem ao peso da genética nas diferenças entre as pessoas, no conjunto da população.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.

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