Indústria está mais dependente de bancos tradicionais para o curto e médio prazo, aponta CNI
Os bancos comerciais tradicionais ampliaram sua participação no financiamento das indústrias brasileiras em operações de curto e médio prazo.
Entre fevereiro e julho de 2026, essas instituições foram apontadas como a principal fonte de recursos por 65% das empresas industriais que procuraram contratar ou renovar crédito nessa modalidade, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira, 16, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
No mesmo período de 2025, a proporção era de 61%.
O resultado faz parte da Sondagem Especial nº 107, que investigou as condições de acesso ao crédito no setor industrial.
A pesquisa também mostra dificuldades para obter financiamento: entre as empresas que tentaram contratar ou renovar linhas de crédito, 24,7% não tiveram sucesso nas operações de curto e médio prazo.
Nos financiamentos de longo prazo, o índice chegou a 37,2%.
Os bancos comerciais também lideraram entre as fontes de financiamento de longo prazo, com 49,5% das menções das empresas que buscaram recursos com vencimento superior a cinco anos.
Nesse segmento, porém, houve uma redução em relação a 2025, quando a participação dessas instituições alcançou 51%.
A CNI ressalta que a concentração do crédito nos bancos tradicionais não representa necessariamente um problema para a indústria.
A questão central é a capacidade de as empresas encontrarem recursos compatíveis com suas necessidades, tanto em relação aos juros quanto aos valores disponibilizados e aos prazos de pagamento.
A existência de diferentes alternativas de financiamento pode facilitar o acesso a condições mais adequadas para manter as operações e investir na ampliação da capacidade produtiva.
Continua após a publicidade Capital próprio e bancos de desenvolvimento Além dos bancos comerciais, as empresas industriais recorrem a recursos próprios para financiar suas atividades.
No crédito de curto e médio prazo, o capital próprio foi citado por 23,6% das companhias que procuraram financiamento, ocupando a segunda posição.
Os bancos de desenvolvimento apareceram em seguida, com 18,5%.
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