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Memphis não é ídolo do Corinthians, afirma Casagrande

UOL Esporte ·
Memphis não é ídolo do Corinthians, afirma Casagrande

Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Memphis Depay não é ídolo do Corinthians, e a tentativa de transformá-lo em referência do clube não se sustenta na realidade, disse Walter Casagrande no UOL News Esporte , do Canal UOL.

Casão criticou a postura de Memphis, inclusive na cobrança do pênalti perdido na queda da Libertadores — em 2026, o atacante tem um gol e duas penalidades desperdiçadas pelo Corinthians. O ex-jogador e comentarista disse que falta lastro para a idolatria.

O Memphis não é ídolo, gente. O Memphis não é ídolo do Corinthians. Pelo amor de Deus, cara. Quem fala isso tá viajando. Quem falar isso tem que pegar a história do Corinthians e dar uma lida. O Memphis não é ídolo do Corinthians. Dentro desse time do Corinthians de hoje não tem ninguém, nenhum jogador que pode, que alguém pode falar que é um ídolo momentâneo ou que será um ídolo eterno. Não tem. Não tem, gente. Walter Casagrande

O que esse cara ganha por jogo, andando em campo, sem resolver, sem decidir, sem dar assistência, e na hora que ele tem que fazer o gol, ele só fez um. Ele só precisava bater ontem no gol. Cara, não é obrigatório. O Memphis não era obrigado a fazer o gol, porque você tem um goleiro lá, você tem a trave, mas ele era obrigado a acertar o gol. Você tem que chutar no gol. O que ele fez antes, o que ele pensou? Dar uma porrada, é uma loteria. Walter Casagrande

Casagrande disse que a idolatria em torno do atacante foi "fabricada" e reforçou que, na história corintiana, o peso da camisa passa por entrega e identificação real com o clube.

Para sustentar a comparação, ele citou jogadores que, na visão dele, atravessam gerações como referências incontestáveis. "Ídolo é o Zé Maria, cara. Ídolo é Zé Maria", disse Casagrande, antes de lembrar outros nomes como Vladimir, Sócrates e Rivellino.

Não tô falando tecnicamente. Quem pra mim, quem foi o maior jogador foi o Rivellino e depois o Magrão [Sócrates]. Agora quem é a cara do Corinthians para mim é o Zé Maria. Aquela imagem dele contra a Ponte Preta sangrando jogando a final do Campeonato Paulista 79 é emblemática. Walter Casagrande

Julio Gomes também questionou a construção da imagem de Memphis e disse ver distância do jogador em relação ao que o clube representa. Ele resumiu a sensação que teve durante a cobrança decisiva.

A impressão que eu tive ontem é que o Memphis não ia perder o pênalti porque ele não tava nem aí. Essa é a impressão que eu tenho. Eu tive a impressão contrária do Casão. Na hora ali, eu falei, esse cara não vai perder o pênalti, ele não tá nem aí, ele não sabe o que é o Corinthians. Julio Gomes

Arnaldo Ribeiro ampliou o argumento e disse ver um vínculo "artificial" entre o atacante e parte da torcida, citando também a relação do técnico Fernando Diniz com o clube. Na avaliação dele, os dois "perceberam um vácuo" e ocuparam esse espaço no coração corintiano.

O holandês Memphis Depay e o brasileiro Fernando Diniz não têm nada a ver com o Corinthians. Nada. Nada. Artificialmente, eles se apoderaram do coração do Corinthians. Agora o vazio é completo. Eu não sei quem vai rodar primeiro, mas me parece que os dois vão rodar, de alguma forma.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.

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