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Coreia do Norte estreita laços com China e Rússia com pontes

Poder360 ·
Coreia do Norte estreita laços com China e Rússia com pontes

Uma ponte que liga a Coreia do Norte à China poderá ser finalmente inaugurada em outubro, mais de uma década após ter sido concluída, em um contexto no qual Pyongyang vem expandindo as vias de transporte com a Rússia.

A Nova Ponte do Rio Yalu liga a cidade de Dandong, no nordeste da China, ao centro comercial de Sinuiju, no noroeste da Coreia do Norte.

Uma análise publicada pelo centro de estudos americano 38 North revelou avanços significativos nas instalações alfandegárias, de imigração e de armazenamento no lado norte-coreano, onde as obras permaneceram praticamente inacabadas por anos.

A ponte rodoviária de 4 faixas se estende por mais de 3 km sobre o rio, com uma rede de vias de acesso que a conecta às áreas vizinhas.

O objetivo é aliviar a pressão sobre a envelhecida Ponte da Amizade Sino-Coreana, que recebe tanto tráfego rodoviário quanto ferroviário e continua sendo uma das rotas mais importantes entre a Coreia do Norte e a China, principal parceiro comercial de Pyongyang.

Pyongyang fortalece relações com Rússia e China A esperada abertura da nova ligação com a China ocorre após a inauguração, em 7 de setembro, de uma ponte rodoviária sobre o rio Tumen , conectando a região de Rason, na Coreia do Norte, a Kazan, na região russa de Primorsky.

Até então, a estreita fronteira terrestre entre os 2 países era conectada por ferrovia, mas não por rodovia.

“A Coreia do Norte deixou a ponte chinesa sem uso por mais de uma década, mas agiu com mais pressa na ligação com a Rússia” , afirma Han Ki-bum, ex-diretor adjunto do Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul, à DW .

Essa diferença, argumenta ele, fornece pistas sobre a estratégia de Pyongyang, que parece estar controlando deliberadamente o ritmo da melhoria de suas relações com Rússia e China para evitar voltar a depender excessivamente de Pequim.

“Se depender demais da China, como aconteceu no passado, a autonomia da Coreia do Norte poderá ser prejudicada” , diz Han, acrescentando que Pyongyang busca aproveitar as boas relações tanto com a China quanto com a Rússia, ao mesmo tempo em que preserva uma certa independência.

O ex-funcionário do Ministério da Unificação acrescenta que a Rússia tem interesse em expandir as rotas de transporte pela Coreia do Norte em direção ao Pacífico, inclusive pelo porto de Rajin, enquanto Pyongyang poderia se beneficiar do aumento do comércio, do turismo e das oportunidades de enviar trabalhadores para a Rússia.

Ele aponta que a Rússia precisa da mão de obra norte-coreana e que os trabalhadores do país asiático seriam mais aplicados do que os colegas russos.

A China, por sua vez, tem as próprias razões para garantir que a Coreia do Norte não se torne excessivamente dependente da Rússia, destaca Han.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.

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