Em meio à crise no STF, PT defende mandato para ministros de Tribunais Superiores no Brasil
,O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu nesta quinta-feira (10) que o partido irá defender mandato para ministros de Tribunais Superiores no Brasil.
Segundo o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, não foram definidos detalhes sobre como seria esse mandato, mas que a discussão precisa ser feita.
“Nós não estamos utilizando a crise do Supremo de forma oportunista para enfraquecer o Poder Judiciário.
Ao contrário, nós queremos fortalecer o Poder Judiciário.
Nós sabemos que não há democracia sólida com Judiciário fraco.
Não há democracia, né, que efetivamente seja estável com Judiciário instável e enfraquecido aos olhos da sociedade”, disse Edinho.
A decisão foi tomada em reunião da Executiva Nacional do PT, em Brasília.
Segundo Edinho, o partido também não definiu um número de anos para o mandato de ministros.
"Defendemos a criação das cadeiras da sociedade civil no CNJ e CNMP, a fim de ampliar o controle social da justiça; o fim dos supersalários, dos penduricalhos e dos privilégios, a criação de códigos de ética, estabelecer tipos penais mais duros de corrupção, peculato e tráfico de influência cometidos por atores do sistema de justiça; iniciar o debate sobre mandatos nas cortes superiores; quarentenas mais duras e que imponham a conduta ética; a criação de sólidos critérios raciais e de gêner para nomeação em tribunais, o fortalecimento da justiça trabalhista e a universalização da defensoria pública no país, buscando acesso à justiça e segurança dos direitos" diz trecho texto divulgado pelo PT.
Agora no g1 A ideia já tinha sido defendida por setores do PT anteriormente, no entanto não fazia parte das pautas defendidas pela Executiva Nacional, ou seja, pela direção geral do partido.
Com a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), veio a mudança dos líderes do partido.
LEIA TAMBÉM: 'Zelar pela integridade da Corte': Fachin envia recados em meio à crise no STF; veja o que pode acontecer Na quarta-feira (9), o presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, convocou uma sessão do plenário para a próxima terça-feira (15) para discutir o relatório da Polícia Federal (PF) feito a pedido do ministro André Mendonça que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro.
Em contrapartida, Moraes indicou indícios de uma suposta atuação parcial de Mendonça como relator dos casos envolvendo o Master.
Críticos falam em vazamentos seletivos de informações, com quebras de sigilo supostamente sem critérios.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.