Prefeitura desiste de projeto para transformar colégio em novo centro administrativo de Ribeirão Preto
Colégio Marista, em Ribeirão Preto Reprodução/ Google StreetView A Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) informou nesta quarta-feira (19) que não vai dar sequência à permuta de imóveis para viabilizar a instalação do novo centro administrativo da cidade no prédio do Colégio Marista.
Em nota, a administração municipal comunicou que a decisão foi tomada em comum acordo com a instituição educacional sob a justificativa de que os prazos previstos no projeto de lei aprovado pela Câmara não oferecem condições adequadas para todas as etapas previstas na iniciativa.
"As duas instituições concluíram que o prazo estabelecido para construção, conclusão, mobiliário e transferência das atividades para a nova unidade, seguido da entrega do atual prédio ao município, não oferece as condições necessárias para a execução segura do projeto dentro dos parâmetros definidos pela legislação aprovada", comunicou a Prefeitura. 📱 Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Apesar disso, a Prefeitura reiterou que segue em busca de alternativas para a viabilizar um novo centro administrativo para reunir todas as secretarias.
"A Prefeitura reforça que conduziu toda a discussão com a responsabilidade que o patrimônio público exige e com a convicção de que decisões dessa dimensão devem ser transparentes, debatidas com a sociedade e submetidas aos órgãos técnicos, ao Poder Legislativo e aos mecanismos de controle previstos em lei." Desde que o Palácio Rio Branco, antiga sede do governo municipal, foi desativado por problemas estruturais, a sede da administração municipal funciona em um prédio na Rua Américo Brasiliense.
Permuta de imóveis Enviado pela primeira vez à Câmara em outubro do ano passado, o projeto de lei previa que o município concederia ao Marista um terreno na Avenida Braz Olaia Acosta, para a instalação de uma nova unidade educacional na zona sul da cidade.
Em contrapartida, teria direito ao imóvel na Rua Bernardino de Campos, no Centro, onde há décadas funciona o colégio.
O objetivo inicial era instalar todas as secretarias municipais no prédio.
O texto foi retirado pela Prefeitura do legislativo no fim de 2025 e reenviado no início deste ano após uma revisão de valores, antes da discussão em audiência pública e da aprovação em plenário.
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