Alcolumbre destrava pautas, mas projetos do governo ficam para pós-eleições
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), destravou as pautas prioritárias para o governo, mas o Planalto terá de esperar pela votação de temas que serão usados na campanha eleitoral.
Propostas como o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública são tratadas como centrais pelo Executivo, mas só devem entrar em debate na Casa Alta depois das eleições.
Alcolumbre se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta (14) para alinhar os pontos que devem andar no Senado.
O mais sensível é a redução da jornada de trabalho.
Tratada como prioritária pela gestão petista, a PEC do fim da 6×1 foi aprovada na Câmara em maio e está travada no Senado desde então.
Leia mais Chambriard: descoberta na Foz do Amazonas é passo para repor reservas EUA anunciam ajuda adicional de US$ 11 milhões à Colômbia após terremoto Cachorro fica com a cabeça entalada em muro ao tentar alcançar pudim na rua A justificativa de Alcolumbre era evitar que o tema “contaminasse” as eleições.
Ele também havia dito que esperava um contato do Planalto para andar com a proposta, mas esse diálogo não aconteceu.
Se antes o presidente do Senado não deu um prazo, depois do encontro com Lula, sinalizou que a PEC caminhará em novembro.
Ele também deixou claro que vai dar andamento à tramitação da PEC da Segurança Pública.
O texto aprovado em março é prioritário para o governo por se tratar da principal frente de enfrentamento ao crime organizado.
O tema tem sido uma preocupação dos eleitores e foi protagonista nos últimos dois pleitos.
Lula apresenta a PEC no seu plano de governo como um eixo importante para um eventual quarto mandato.
A proposta dá status constitucional ao SUSP (Sistema Único de Segurança Pública), constitucionaliza o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Nacional Penitenciário e protege o financiamento obrigatório de contingenciamentos e bloqueios, semelhante ao que ocorre com Saúde e Educação.
A tendência é que a PEC volte a ser discutida em novembro, depois do fim do segundo turno.
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