A pressão dos senadores ligados a Lula para aprovar a 6×1 antes da eleição
A proposta que pode pôr fim à escala de trabalho 6×1 entrou na reta de decisões no Senado com uma mobilização que combina pressão pública, articulação política e tentativa de encurtar os caminhos regimentais.
A PEC 221/2019, que reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal e garante dois dias de repouso remunerado sem redução salarial, recebeu relatório favorável do senador Omar Aziz (PSD-AM) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e passou a figurar entre as prioridades definidas pelo comando do Congresso para as próximas semanas.
O texto deve ser votado na CCJ nesta quarta-feira, 2 de setembro.
O movimento ganhou velocidade nos últimos dias.
Presidente da CCJ, o senador Otto Alencar (PSD-BA) vem pressionando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que a proposta avance durante o período de esforço concentrado.
Em julho, Alencar já dizia esperar que Alcolumbre encaminhasse projetos considerados prioritários para votação em agosto e setembro.
A senadora Teresa Leitão (PT-PE) , líder do governo no Senado, também vinha atuando para destravar a matéria.
O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) interrompeu a campanha para tentar conter a votação em plenário.
No entorno do senador, a votação na CCJ foi lida como uma derrota — principalmente com a falta de adesão à proposta do seu aliado e coordenador-geral da campanha , o também senador Rogério Marinho (PL-RN) .
Os senadores Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho Beto Barata/ PL/Divulgação Agora, a pressão ganhou uma nova frente.
A senadora Eliziane Gama (PT-MA) apresentou requerimento para que a PEC tenha calendário especial de tramitação , mecanismo que permite encurtar prazos regimentais e acelerar a apreciação da matéria.
O documento, datado de 2 de setembro, pede a adoção do rito especial para a PEC de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) .
Continua após a publicidade A ideia é fazer com que a proposta atravesse mais rapidamente a etapa do Senado e chegue ao plenário.
Como se trata de uma proposta de emenda à Constituição, a aprovação exige dois turnos de votação em cada Casa e quórum de três quintos dos parlamentares.
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