MP-SP apreende dólares com carcereiro acusado de permitir regalias a Milton Leite
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagrou nesta sexta-feira, 16, a operação Custódia (In)Fiel para cumprir três mandados de busca e apreensão em investigação que apura possíveis privilégios a detentos na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
Entre os supostos beneficiados está o ex-vereador paulistano Milton Leite (União Brasil) , preso há quase um mês acusado de ter vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC) em meio ao transporte público da capital paulista.
O espaço para manifestação da defesa está aberto.
Na casa de um carcereiro, agentes públicos encontraram notas em real e dólar que, somados, chegam a aproximadamente 200 mil reais .
A suspeita é de que, em troca de dinheiro, o servidor público permitia visitas fora de hora e sem registros para Leite — o inclui políticos.
Há ainda suspeita de que o ex-presidente da Câmara de São Paulo teria sido beneficiado com almoço regado a vinho.
O celular do servidor da cadeia local foi apreendido por determinação judicial — o aparelho será analisado por perícia técnica.
A média salarial do investigado é de 9.831,94 reais.
De acordo com a decisão do juiz Domicio Whately Pacheco e Silva , há citação de que a investigação sobre regalias na cadeia de Mogi começou por meio de notícia anônima.
Diante do fato, policiais à paisana aturaram nos dias 8 e 9 deste mês no local e realizaram consultas a fontes abertas, publicações oficiais e sistemas de pesquisa.
Há também citação de que a investigação, até o momento, não encontrou o registro de visitas feitas a Leite.
O então presidente da Câmara de São Paulo Milton Leite Richard Lourenço/Rede Câmara/Divulgação Continua após a publicidade O Regimento Interno Padrão das Unidades Prisionais do Estado de São Paulo, por meio de resolução de 2010, e aplicável aos presos provisórios, restringe as visitas a parentes até o segundo grau e a cônjuge ou companheiro previamente cadastrados, com no máximo dois visitantes por dia, em até dois dias por semana, entre 8h e 16h.
A Operação Vectura Corrupta (“transporte corrupto”, em latim), que mirou Leite no mês passado, é um desdobramento de outra força-tarefa, a Dercúrio, de 2024, que investiga a atuação do crime organizado no sistema de transporte paulistano.
Na época, a suspeita era de que as companhias eram usadas para lavar dinheiro e depois articulavam candidaturas de políticos que pudessem ajudar o grupo criminoso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.