Operação apreende R$ 155 mil e US$ 10 mil com carcereiro suspeito de facilitar regalias para Milton Leite; presidente do PL foi uma das visitas
Dinheiro foi encontrado na casa do carcereiro durante uma busca realizada na cadeia onde Leite está preso Dilvulgação Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apreendeu cerca de R$ 155 mil e US$ 10 mil com um carcereiro suspeito de facilitar regalias para o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil), preso na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
Cerca de R$ 150 mil e US$ 10 mil foram encontrados na casa do carcereiro.
Outros aproximadamente R$ 4 mil estavam no bolso dele durante uma busca realizada na própria cadeia.
Milton é investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de ligação entre o PCC e o setor de transporte público de São Paulo.
Exclusivo: Promotores e policiais apuram regalias em cadeia onde está Milton Leite A operação desta sexta teve início após uma denúncia anônima que apontou suspeitas de que o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo estivesse recebendo regalias na prisão.
Entre elas, estariam visitas de políticos e amigos fora dos dias e horários permitidos, inclusive à noite e aos fins de semana.
O suposto favorecimento seria viabilizado por um carcereiro.
Entre os políticos que visitaram Milton Leite sem autorização formal estão Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e os deputados estaduais Delegado Olin (PP) e Rogério Franco (PL).
O objetivo da operação é verificar as condições em que os presos se encontram, além de procurar celulares, imagens de câmeras de monitoramento e outras provas que possam contribuir com a investigação.
Autorizada pela Justiça, a ação também prevê buscas em outras celas da cadeia, no 1º Distrito Policial e na casa do carcereiro suspeito de facilitar o suposto favorecimento indevido a Milton Leite.
O Gaeco apura suspeitas de corrupção ativa e passiva.
Na esfera administrativa, a Corregedoria da Polícia Civil também poderá instaurar um procedimento para investigar a eventual participação de policiais civis no caso.
A cadeia é administrada pela Polícia Civil e fica anexa ao 1º Distrito Policial.
Imagens mostram a chegada de uma caminhonete ligada à empresa da família de Milton Leite à cadeia nos dias 8 e 9 de outubro e a entrada de um carro de luxo na unidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.