Haddad tenta colar Vorcaro em Tarcísio, mas governador amplia vantagem
Com o risco de perder a eleição no primeiro turno, o petista Fernando Haddad tem cumprido à risca a estratégia de expor o que considera falhas da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) e, mais recentemente, de tentar colar no governador a imagem do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.
Desde 3 de setembro, Haddad tem repetido a informação revelada pelo UOL de que Vorcaro doou R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio em 2022 como propina . A informação consta de uma das propostas de delação premiada apresentadas por sua defesa. O repasse, registrado pela Justiça Eleitoral, foi feito por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e investigado como operador financeiro do escândalo do caso Master.
"Nunca recebi Vorcaro na minha vida. Minha equipe já havia me alertado de que ele era um problema. Ele não financiou a minha campanha, mas a campanha de Tarcísio e do ex-presidente Jair Bolsonaro", ressaltou Haddad hoje, em entrevista à TV Globo.
Agregador de pesquisas do UOL: veja números atualizados sobre as Eleições 2026
Até aqui, no entanto, ambas as táticas não ajudaram o petista a subir nas pesquisas de intenção de voto.
Se a eleição fosse hoje, Tarcísio seria reeleito com 56% dos votos válidos, segundo apontou a última pesquisa Datafolha , divulgada na sexta (11). Nessa conta, que descarta votos brancos, nulos e eleitores indecisos, Haddad alcançaria 32%.
O resultado negativo obtido pelo petista se explica por outros dados colhidos junto ao eleitorado. A rejeição a Haddad, por exemplo, oscilou de 47% para 48% na comparação com a pesquisa realizada entre 18 e 19 de agosto, enquanto a resistência ao nome de Tarcísio se manteve estável, em 29%.
A observação das respostas reunidas no levantamento espontâneo —quando não é apresentada uma lista de nomes ao entrevistado— também traz más notícias à campanha petista. Haddad até que cresceu nesse critério, de 13% para 16%, mas Tarcísio subiu três pontos porcentuais a mais: de 26% para 32%.
Ao comentar as pesquisas, Haddad tem citado justamente o recorte espontâneo para ressaltar que a maioria da população ainda não sabe dizer em qual candidato vai votar sem receber uma lista de opções.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.