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Mortes: O homem que fez da vida uma moda de viola

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Mortes: O homem que fez da vida uma moda de viola

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A história de Lorival Quirino daria uma boa moda de viola. Suas conquistas vieram do trabalho e com ele prosperou.

Nascido em Capivari (SP), se mudou ainda criança com a família para Jundiaí, também no interior de São Paulo .

Ainda com 16 anos foi trabalhar na Cica. Começou como auxiliar de produção no setor de extrato de tomate, o carro-chefe da marca —o elefante verde até hoje está estampado nas latas e potes à venda nos supermercados.

Fez a vida na fábrica, onde ficou até se aposentar. Foi lá que conheceu Maria do Carmo, com quem se casou e teve quatro filhos.

Chegou a ser transferido para chefiar uma unidade de Presidente Prudente (SP), onde ficou alguns meses. Voltou com dinheiro no bolso e comprou sofá e um aparelho de televisão.

A TV era a única do lugar e os vizinhos se espremiam na janela para assistir à programação.

"A minha casa foi a primeira a ter água encanada na rua. As pessoas iam lá com balde nas mãos", afirma a filha Arlete Aparecida Quirino, 65, servidora pública.

Na prosperidade do bom emprego, comprou um terreno em bairro próximo, a Vila Rami. Construiu uma casa com porta nos quartos —e não cortinas—, e tacos no chão da sala.

O jardim tinha rosas plantadas e, no quintal, havia uma horta. Ali semeou uma de suas grandes lições: ensinou Arlete sobre a importância de estudar, quando ela cismou de colher verduras, salsinhas e cebolinhas para vender na vizinhança.

O conselho foi repetido quando a filha, ainda menor de 18 anos, arrumou emprego em uma fábrica de tecidos. Ela se formou em secretariado.

Devotos, Lorival, que era violeiro, e Maria do Carmo tocavam e cantavam nas missas do Santuário de Nossa Senhora em Jundiaí. Por causa da igreja, eram conhecidos de muita gente.

Não havia uma noite em que a casa dos Quirino não abrisse as portas para cantoria regada a bom café.

A música , principalmente a caipira, sempre fez parte da vida de Lorival. Ele era o Peão Rochedo, da dupla que formou com o amigo Diamantino.

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