Câncer de pulmão: SUS terá três novos medicamentos a partir de outubro
Pacientes com câncer de pulmão terão acesso a três novos medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de outubro.
Brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe serão incorporados à rede pública e devem beneficiar cerca de 1,9 mil pessoas.Os medicamentos são considerados terapias de alta tecnologia e podem representar uma redução expressiva nos custos para pacientes que dependem do SUS.
Na rede privada, os tratamentos podem chegar a R$ 643 mil por ano.Quais medicamentos chegam ao SUS?Brigatinibe e gefitinibe são medicamentos de terapia-alvo administrados por via oral.
Eles atuam diretamente sobre alterações específicas presentes nas células cancerígenas.Por serem comprimidos, os dois tratamentos podem ser utilizados pelo paciente em casa, sem a necessidade de administração em ambiente hospitalar.
Segundo as informações do Ministério da Saúde, essas terapias também apresentam menor incidência de efeitos colaterais em comparação com os esquemas tradicionais de quimioterapia.
Leia Também: BRASIL Yluméc é aprovado pela Anvisa e se torna nova opção de semaglutida no Brasil JORNADA BAIANA DE ANESTESIOLOGIA Salvador recebe 1º Congresso de Anestesiologia da Bahia em setembro SAÚDE Insônia em mulheres: saiba por que problema aumenta na menopausa O terceiro medicamento incorporado é o durvalumabe, que atua de maneira diferente.
A terapia estimula o sistema imunológico para que o organismo consiga combater as células tumorais.O durvalumabe será destinado a pacientes com câncer de pulmão em estágio três que não podem passar por cirurgia.
De acordo com o Ministério da Saúde, estudos apontam ganhos na sobrevida global desses pacientes.Quanto os tratamentos podem custar?As três terapias estão entre os medicamentos de maior custo utilizados no tratamento oncológico.
Na rede privada, o valor anual pode chegar a R$ 643 mil, dependendo do tratamento.Com a incorporação ao SUS, o financiamento será feito integralmente pelo governo federal.
A oferta ocorrerá por meio da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), estrutura criada para ampliar e organizar o acesso a medicamentos contra o câncer na rede pública.A iniciativa prevê a disponibilização de 23 medicamentos oncológicos de alto custo.
Com isso, o governo estima um aumento de 35% na quantidade de opções terapêuticas oferecidas pelo SUS.Política deve alcançar mais de 100 mil pessoasA AF-Onco terá orçamento anual estimado em R$ 2,1 bilhões.
A previsão do Ministério da Saúde é que a política alcance mais de 100 mil pacientes em todo o país.A inclusão dos três medicamentos para câncer de pulmão faz parte dessa ampliação da assistência farmacêutica voltada ao tratamento oncológico.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.