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Irmão de Michelle, filho de Bia, pai de Helder: parentes viram suplentes

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Irmão de Michelle, filho de Bia, pai de Helder: parentes viram suplentes

Candidatos colocam seus próprios familiares diretos como suplentes para o Senado como forma de preservar mandatos.

Parentes são beneficiados pela medida, podendo virar senadores mesmo "sem voto" . Os suplentes assumem o cargo quando os titulares precisam se afastar do mandato ou assumem outros cargos, como ministérios ou secretarias nas formações de novos governos. Diferentemente da Câmara dos Deputados, onde os suplentes são os seguintes na lista de mais votados de um partido ou federação, no Senado, eles não recebem votos nominais e são escolhidos pelo titular.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) usou a estratégia . Ela colocou o irmão Diego Torres (PL) como primeiro suplente de sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. Torres é articulador político de Michelle e foi assessor especial do governo Tarcísio de Freitas em São Paulo. Foi ele quem fez o discurso em nome dela, quando não compareceu à convenção do partido. Eduardo Tôrres (PL), outro irmão de Michelle, é candidato a deputado distrital no DF.

Companheira de chapa de Michelle, Bia Kicis (PL-DF) repetiu a ex-primeira-dama . A deputada federal, que também concorre ao Senado pelo DF, indicou o filho Samuel (PL) para o posto. Ele, que tem 39 anos, é engenheiro de formação e nunca participou de disputas eleitorais.

O candidato ao governo de Alagoas João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), registrou uma chapa familiar . O ex-prefeito de Maceió colocou a esposa, Marina Candia (PSDB), que colocou Marina JHC como nome de urna, como candidata ao Senado e a mãe dele, Dra. Eudócia (PSDB), para a primeira suplência da mulher.

No Amapá, o candidato a governador Dr. Furlan (PSD) fez algo semelhante . Sua mulher, Rayssa Furlan (Podemos), é candidata ao Senado, enquanto o irmão dele, Neto Furlan (Podemos), ficou com a primeira suplência.

O governador da Paraíba e candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP), terá a mãe como suplente de um dos candidatos de sua chapa. Daniella Ribeiro (PP-PB), que encerra neste ano o mandato de senadora, é primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). Ele, por sua vez, é pai do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Helder Barbalho (MDB) colocou o pai, Jader (MDB), como suplente. Ex-governador do Pará por dois mandatos, Helder vai disputar o Senado. A família Barbalho é uma das mais tradicionais da política do estado —Jader também foi governador por dois mandatos e senador.

Veja outros casos de candidatos que colocaram familiares na suplência:

Entre os suplentes, há figuras que não têm parentes na disputa eleitoral . Eles são conhecidos, no entanto, por serem familiares de figuras conhecidas nacionalmente.

É o caso do deputado estadual Samuel Malafaia (PL-RJ) . Irmão do pastor Silas Malafaia, ele é suplente de Carlos Portinho (PL), que disputa a reeleição para o Senado no Rio de Janeiro.

O pastor R.R. Soares, fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, também terá um parente na disputa . Trata-se de André Soares (rRepublicanos), seu filho, que está na suplência de Waguinho (Republicanos).

Comum, a prática de colocar parentes na suplência não é vedada pela eleitoral .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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