Trump recorre à Suprema Corte para tentar destravar salão de R$ 2 bilhões na Casa Branca
O governo Donald Trump pediu à Suprema Corte dos Estados Unidos que permita a retomada da construção de um novo salão de baile na Casa Branca , projeto estimado em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões).
A solicitação ocorre após uma corte federal de apelações determinar a suspensão das obras até que o presidente obtenha autorização do Congresso.
A decisão do Tribunal de Apelações para o Circuito do Distrito de Columbia, tomada por 2 votos a 1, manteve uma liminar contra a construção.
A maioria dos magistrados afirmou que mudanças estruturais de grande porte na residência presidencial não podem ser realizadas pelo Executivo sem aval do Legislativo.
“Cada presidente é um inquilino temporário, e não o proprietário, da Casa Branca”, escreveram os juízes.
O governo, porém, sustenta que interromper os trabalhos neste momento provocaria prejuízos à obra.
Segundo a administração, a construção já estaria cerca de 65% concluída e deixá-la exposta às intempéries poderia comprometer a estrutura e a aparência do projeto.
Continua após a publicidade Segurança nacional A Casa Branca também passou a enfatizar argumentos de segurança para defender a continuidade das obras.
O governo afirma que o novo edifício poderá abrigar sistemas de defesa, incluindo drones, destinados a proteger o complexo presidencial e áreas de Washington.
Continua após a publicidade Trump inicialmente justificou a construção pela necessidade de receber chefes de Estado, autoridades estrangeiras e outros convidados em eventos oficiais com estrutura adequada.
O projeto prevê um salão de aproximadamente 8.400 metros quadrados no espaço onde ficava a Ala Leste, demolida pela administração no ano passado.
A oposição, contudo, acusa o presidente de usar a Casa Branca para projetar sua própria imagem e de promover intervenções excessivas em prédios e monumentos públicos.
Continua após a publicidade O custo estimado do salão também se tornou alvo de críticas.
O projeto, que inicialmente tinha orçamento de US$ 200 milhões, passou a ser avaliado em US$ 400 milhões.
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