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Países do Golfo Pérsico cancelam reunião com Irã; houthis voltam a atacar Arábia Saudita

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Países do Golfo Pérsico cancelam reunião com Irã; houthis voltam a atacar Arábia Saudita

TAIZ, Iêmen/DUBAI, 14 Set (Reuters) - Os países árabes do Golfo Pérsico cancelaram uma reunião com o Irã prevista para esta segunda-feira, ​enquanto os houthis do Iêmen lançaram um ​novo ataque contra a Arábia Saudita após combates que estenderam a guerra no Oriente Médio a outro teatro de operações e comprometeram ainda mais o abastecimento global de petróleo.

Os houthis, alinhados com ​o Irã, afirmaram ter ⁠disparado dezenas de ​mísseis e drones nesta segunda-feira contra uma base aérea militar ⁠saudita em Khamis Mushait, perto da fronteira, atingindo ​hangares de aeronaves, sistemas de radar, pistas de decolagem e depósitos de munição. Eles descreveram o ataque como uma retaliação às centenas de ataques ‌aéreos sauditas contra o Iêmen nos últimos ‌dias.

As autoridades ​sauditas anunciaram breves alertas de emergência naquela região e em outras três cidades do sul que já haviam sido alvo de ataques dos houthis anteriormente.

Os houthis lançaram um ‌avanço relâmpago na semana passada no Iêmen, que culminou na tomada de uma ilha na foz do Mar Vermelho na sexta-feira. Um ataque separado naquele dia, que Riad atribuiu a combatentes apoiados pelo Irã no Iraque, danificou o oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita, a principal rota para o petróleo do Oriente Médio que contorna o Estreito de Ormuz, que está bloqueado.

Os preços do petróleo bruto subiram mais de 3% nesta segunda-feira, quando ‌o mercado reabriu após o fim de semana, enquanto o preço médio de varejo do diesel nos Estados Unidos — um indicador politicamente sensível — atingiu um ​novo recorde histórico acima de US$6,23 por galão.

Operadores do mercado afirmam que o fechamento do oleoduto saudita poderia reduzir em ‌até 4% o abastecimento global de petróleo, a menos que seja reaberto nos próximos dias. Imagens de satélite mostram trechos do oleoduto danificados por incêndios. Riad não forneceu ‌uma estimativa precisa de quanto tempo ‌ele permanecerá fechado.

Omã deveria sediar uma reunião nesta segunda-feira com o Irã e os países do Golfo Pérsico para ⁠discutir negociações com o objetivo de reabrir o Estreito de Ormuz, a rota marítima de transporte de petróleo mais importante do mundo, praticamente fechada desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro.

Enquanto isso, o Irã divulgou uma lista de 77 navios que, segundo o país, teriam violado seus protocolos para operar no Estreito de Ormuz. Qualquer navio da lista enfrentaria “restrições em futuras passagens, incluindo multas, detenção ou confisco”, e outros navios que os auxiliassem ⁠ao aceitar transferências de carga seriam adicionados à lista.

(Reportagem da Reuters, em Taiz, e Jana Choukeir, ​Eman Abouhassira, Elwelly Elwely, Nayera Abdallah, em Dubai)

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